Autores: Paula Araújo de Oliveira (Escola de Química da UFRJ, [email protected]), Bianca Peres Pinto (Instituto de Química da UFRJ, [email protected]), Claudio Jose de Araújo Mota (Instituto de Química da UFRJ, [email protected])

Resumo: Devido a suas características físico-químicas e grande disponibilidade no mercado, o glicerol pode ser empregado em uma ampla gama de produtos, tais como: cosméticos, químicos, alimentícios, farmacêuticos, lubrificantes, tabacaria e saboaria. Uma valorização promissora para este álcool trihidroxilado é a sua transformação em éteres, mediante reação de eterificação. Esses derivados da glicerina podem ser adicionados aos combustíveis na forma de aditivos para melhorar a qualidade dos mesmos ou serem empregados como solventes (Hunt et al., 1998).

O processo gera compostos com menor viscosidade e polaridade, e consequentemente com maior volatilidade em comparação à glicerina pura (Mota et al., 2009). A adição dos éteres de glicerol tem como propósito melhorar a cetanagem do diesel, uma vez que a utilização dos aditivos causa um melhor desempenho do combustível, facilitando a partida a frio do motor. Além disso, minimiza a emissão de poluentes como materiais particulados, monóxido de carbono e compostos carboxílicos nos gases de exaustão e pode reduzir o ponto de névoa do diesel quando utilizado com o biodiesel (Noureddini, 2001).

Com isso, emergem novos processos para aproveitamento da glicerina excedente, que visam transformá-la em produtos de maior valor agregado, visto que a sua oferta está cada vez mais abundante, em virtude do crescente incentivo governamental para a produção do biodiesel. A reação para obtenção de éteres de glicerol pode ocorrer com diversos reagentes e essa característica faz com que sejam originados produtos quimicamente diferentes. Inúmeras investigações para obtenção de éteres de glicerol com alcoóis e poucos estudos com sulfato de metila têm sido relatados mundialmente. O interesse da pesquisa é pelo fato de ambos serem excelentes agentes eterificantes do glicerol e matérias-primas de baixo custo, otimizando dessa forma o processo para produção de aditivos oxigenados para combustíveis. Dependendo do grau de eterificação, é possível formar até cinco isômeros de éter: dois éteres monosubstituídos, dois éteres di-substituídos e um éter trisubstituído.

Trabalho completo: 7° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel, p. 321