AUTORES: Carina Akemi Araki (DEQ/UEM, carina.araki@gmail.com.br), Silvio Miguel Parmegiani Marcucci (DEQ/UEM, silviomarcucci@gmail.com), Gisella Maria Zanin (DEQ/UEM, gisella@deq.uem.br), Pedro Augusto Arroyo (DEQ/UEM, arroyo@deq.uem.br)

RESUMO: O biodiesel é produzido, principalmente, a partir da reação de transesterificação do óleo de soja por meio de catalisadores alcalinos. Contudo, o emprego de matérias-primas edíveis pode ocasionar a competição entre insumos para uso alimentar e para fins energéticos. Neste contexto, o óleo da polpa da macaúba, o qual possui elevado índice de acidez, se destaca para a síntese de ésteres, visto que não é tipicamente utilizado para alimentação humana. No entanto, os materiais graxos que possuem índices de acidez acima de 2 mg KOH g-1, como é o caso do óleo de macaúba, geram problemas relacionados à saponificação, quando se emprega a rota de produção alcalina. Sendo assim, são necessários catalisadores capazes de viabilizar o emprego de matérias-primas diversificadas, tais como o uso de lipases, pois as mesmas são capazes de catalisar tanto a reação de transesterificação dos triacilgliceróis quanto a esterificação dos ácidos graxos. A síntese de ésteres por meio da ação catalítica das enzimas, porém, apresenta o obstáculo referente ao alto custo das lipases. Com o objetivo de diminuir o mesmo, é possível fazer uso de procedimentos de imobilização, como a ligação covalente, entre a enzima e o suporte, visto que as enzimas fixadas em um material insolúvel ao meio reacional podem ser recuperadas e reutilizadas. Em relação às diferentes lipases empregadas na produção de ésteres, a utilização de lipases regiosseletivas, juntamente com lipases não seletivas, pode levar ao aumento na velocidade e no rendimento em ésteres, devido ao efeito sinérgico entre as enzimas. Desse modo, o trabalho teve como objetivo investigar o efeito sinérgico do uso concomitante de lipases de Burkholderia cepacia (1,3-específica) e de Thermomyces lanuginosus (não específica), imobilizadas por meio de ligação covalente em ZSM-5 modificada.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 1121

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