AUTORES: Emanuele Graciosa Pereira (DEA/UFV, emanuele.pereira@ufv.br), Matheus Lopes Amorim (DEA/UFV, matheus.amorim@ufv.br), Tamires Teixeira Barcelos (DEA/UFV, tamires.barcelos@ufv.br), Raquel Rodrigues Santos (DEA/UFV, raquel.santos@ufv.br), Márcio Arêdes Martins (DEA/UFV, aredes@ufv.br)

RESUMO: A utilização de microalgas como fonte de matéria-prima para produção de biocombustíveis tem sido muito visada nos últimos anos. Esses microrganismos, dependendo da espécie e do modo de cultivo, podem apresentar grande capacidade de produção e armazenamento de carboidratos e lipídeos, que podem ser convertidos em etanol e biodiesel, além de grande quantidade proteína, o que poderia ajudar na produção de alimentos.

Comparadas a outras opções biológicas para a captura e a utilização do CO2, as culturas de microalgas têm como principais vantagens sobre as culturas de oleaginosas: alta produtividade (entre 10 e 23 vezes maior), uso de terras não-produtivas e não aráveis (não competindo, assim, com a produção de alimentos), além de não ser necessário o uso de água potável para o seu desenvolvimento. A utilização de águas de efluentes industriais, agrícolas e águas de esgotos domésticos têm sido sugeridos como meios alternativos para o crescimento das microalgas, capazes de diminuir os custos dos cultivos, visto que tais resíduos, geralmente, estão amplamente disponíveis. Dessa forma, processos biotecnológicos, como o cultivo de microalgas, além de fornecer bioenergia, podem também reduzir o custo do tratamento de águas residuais, como é o caso das águas de resíduo petroquímico (ARP), provenientes de efluentes de refinarias. Diante do exposto, este trabalho teve por objetivo avaliar e comparar cultivos outdoors de Scenedesmus sp. em água de resíduo petroquímico.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 1, p. 141


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