AUTORES: Isabelle Cândido de Freitas (EQ/UFRJ, isacf.ufrj@gmail.com), Robinson Luciano Manfro (EQ/UFRJ, robinson@eq.ufrj.br), Mariana de Mattos Vieira Mello Souza (EQ/UFRJ, mmattos@eq.ufrj.br)

RESUMO: O glicerol pode ser produzido a partir de óleos e gorduras com as reações de saponificação, hidrólise ou a transesterificação. Durante os últimos anos a produção de biodiesel, por transesterificação de óleos e gorduras, tem aumentando em todo mundo, consequentemente obtendo-se um excesso de glicerol no mercado. A reação de hidrogenólise envolve a quebra de ligação carbono-oxigênio com a adição de hidrogênio. Como o glicerol é uma substância com uma elevada razão oxigênio/ carbono, a hidrogenólise é uma rota bastante atrativa para a conversão do glicerol. Os produtos obtidos dessa reação podem ser: 1,2-propanodiol (propilenoglicol), 1,3- propanodiol, 1-propanol, 2-propanol, etanol e etilenoglicol. O propilenoglicol é usado para fabricação de resinas de poliéster, detergentes líquidos, produtos farmacêuticos, cosméticos, aromas e fragrâncias, cuidados pessoais, tintas, alimentos para animais, anticongelante, etc. É produzido basicamente por rota petroquímica, a partir da hidratação de óxido de propileno. A utilização de matérias-primas como o glicerol tem uma grande importância, pois são renováveis e têm uma melhor aceitação por parte do consumidor.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 1091

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