Autores: Brenda Rabello de Camargo (Embrapa Agroenergia, [email protected]), Samira Costa Braga (Universidade de Brasília, Embrapa Agroenergia, [email protected]), Thályta Fraga Pacheco (Embrapa Agroenergia, [email protected]), Thaís Demarchi Mendes (Embrapa Agroenergia, [email protected]), Thaís Fabiana Chan Salum (Embrapa Agroenergia, [email protected]), Sílvia Belém Gonçalves (Embrapa Agroenergia, [email protected]), Mônica Caramez Triches Damaso (Embrapa Agroenergia, [email protected])

Resumo: O ácido cítrico (2-hidróxi-propano-1,2,3-ácido tricarboxílico) é um composto que pode ser utilizado em aplicações biotecnológicas, como na indústria alimentícia, devido ao seu sabor. Além disso, os sais derivados desse ácido são usados como conservadores de alimentos, devido a sua atividade quelante e à capacidade de tamponamento. Tais características são utilizadas nas indústrias de cosméticos, farmacêutica e de produtos de limpeza Em 2015, a produção mundial de ácido cítrico foi maior que um milhão de toneladas (com custo médio de US$ 0,60/ kg), e estudos mostram uma análise de progressão com aumento linear até o ano de 2020 (Hu et al., 2019). Para obtenção desse composto por via microbiana, diversas fontes de carbono podem ser utilizadas como substrato, como hemicelulose, xilana, melaço de cana ou beterraba, glicerol, e óleos variados (de soja, milho, coco ou palma) (Hu et al., 2019). Dessa forma, resíduos gerados em cadeias agroindustriais podem ser utilizados como substrato para a produção do ácido. A indústria do biodiesel produz como coproduto uma grande quantidade de glicerol bruto (glicerina), na proporção 10:1, do produto em relação ao coproduto. O glicerol tem sido avaliado como matéria prima para obtenção de uma gama de compostos químicos, tais como: dióis, polióis e ácidos orgânicos. Nesse contexto, o foco desse trabalho foi a produção de ácido cítrico a partir de glicerinas brutas de soja (industrial) e de dendê, utilizando linhagens de fungos filamentosos.

Trabalho completo: 7° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel pg 368