AUTORES: Leonardo Araújo Rosa Ribeiro (DCET/UESC, xleorosa@gmail.com); Bruno Lopes Andrade (DCET/UESC, brunol.andrade@hotmail.com); Miriam Sanae Tokumoto (DCET/UESC, miriam.tokumoto@gmail.com); Rosenira Serpa da Cruz (DCET/UESC, roserpa@uesc.br)

RESUMO: A demanda de biocombustíveis no mercado vem exigindo processos catalíticos com baixa geração de resíduos e baixo custo. A produção de biodiesel mais utilizada comercialmente (transesterificação via catálise homogênea) tem a desvantagem referente as etapas pós-reação, como a separação do catalisador dos produtos e a purificação do biodiesel, estas etapas são laboriosas e tornam o custo do processo elevado. Em alternativa, os catalisadores heterogêneos apresentam grande vantagem sobre os homogêneos, pois são facilmente separados do produto da reação e podem ser reutilizados. A hidroxiapatita é um material inorgânico que tem se destacado entre os materiais cerâmicos devido à possibilidade de inserção de íons na sua estrutura, processo conhecido por impregnação, seu baixo custo e ausência de toxicidade são características que potencializam sua utilização como catalisador heterogêneo. Os processos naturais de obtenção da hidroxiapatita são econômicos e ecológicos, uma vez que, podem-se utilizar matérias-primas de baixo custo. A obtenção da hidroxiapatita neste trabalho foi realizada a partir da calcinação da carcaça de osso bovino. Esta, como resíduo da produção de carne, é uma matéria-prima amplamente disponível. A reação de esterificação de ácidos graxos é também uma rota de produção de biodiesel de importância industrial, pois possibilita o uso de matérias-primas de menor custo.

Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo a obtenção da hidroxiapatita (HAP) e a síntese dos catalisadores Al-HAP, Zn-HAP e Al/Zn-HAP através da impregnação da hidroxiapatita por precipitação química com os íons Al3+e Zn2+ e posterior aplicação na reação de esterificação do ácido oleico.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 993

print