AUTORES: Karla Raphaela Braga de Melo (CTEC/UFAL, karlaraphaelamelo@gmail.com), Sandra Helena Vieira de Carvalho (CTEC/UFAL, scarvalho@ctec.ufal.br), João Inácio Soletti (CTEC/UFAL, jsoletti@ctec.ufal.br), Amanda Santana Peiter (CECA/UFAL, amandaspeiter@gmail.com), Wedja Timóteo Vieira (CTEC/UFAL, wedja.tvieira@gmail.com)

RESUMO: O biodiesel é um combustível renovável e biodegradável alternativo ao diesel. Pode ser derivado de óleos vegetais, como soja, girassol e amendoim, gorduras animais, óleos residuais provenientes de frituras ou mesmo de esgoto sanitário (FERELLA et al, 2010). A produção desse biocombustível pode ser dada de diversas maneiras, no entanto, a mais utilizada é a transesterificação, comumente em presença de um catalisador alcalino e de um álcool de cadeia curta, em geral, metanol (CASTRO, 2009; CAVALCANTE, 2012; KNOTHE et al, 2006). A reação de transesterificação consiste na quebra da molécula de óleo, a fim de produzir ésteres de ácidos graxos e glicerina (KNOTHE et al, 2006). No Brasil, dentre os óleos utilizados na reação, destaca-se o de soja, pela segurança e abundância na oferta, bem como pelo conhecimento sobre a oleaginosa, propiciado por diferentes e vastas linhas de pesquisa sobre o tema em todo o país. Na produção de biodiesel, algumas variáveis podem influenciar diretamente no rendimento obtido no processo. Dentre elas, a agitação e mistura, dependentes da presença de chicana, velocidade de agitação e tipo de impelidor utilizado. As chicanas são placas planas na direção longitudinal do reator utilizadas com o objetivo de evitar a formação de um vórtice central pelo contato com o fluido, com o uso das mesmas o fluxo é redirecionado, aumenta-se a transferência de potência para o fluido e a heterogeneidade da mistura é reduzida. Já os impelidores, são os responsáveis pelos padrões de fluxo no reator, podendo promover um fluxo axial ou radial. Além disso, são classificados quanto à forma em tipo hélice, pás e turbina (CUBAS, 2004). Neste trabalho foi estudada a influência da agitação e mistura na produção do biodiesel de soja via transesterificação metílica, para isso foi avaliado o tipo de impelidor, velocidade de agitação e presença de chicana no processo produtivo.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 833

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