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AUTORES: Filipe de Deus Vasconcelos (DEM/UFC, filipe.dedeus@hotmail.com), Yguatyara de Luna Machado (DEM/UFC, yguatyaraluna@gmail.com), Rosali Barbosa Marques (LARBIO/NUTEC, rosalimarquess@gmail.com), Jackson de Queiroz Malveira (LARBIO/NUTEC, jacksonmalveira@hotmail.com), Ada Amélia Sanders Lopes (IEDS/UNILAB, ada@unilab.edu.br), Igor Rodrigues Firmiano Aguiar (LARBIO/NUTEC, igorfirmiano@hotmail.com), Maria Alexsandra de Sousa Rios (DEM/UFC, alexsandrarios@ufc.br)

RESUMO: A oleaginosa mais usada para a produção do biocombustível no país é a soja com mais de 78% da produção total, porém, outras fontes podem ser empregadas e aquelas não alimentares são particularmente interessantes, como é o caso da mamona (Ricinus communis) e do pinhão manso (Jatrophacurcas), que podem ser plantados em regiões áridas e, da gordura bovina, que possui baixo custo e tem nos biocombustíveis um destino apropriado e lucrativo. O sebo bovino é a segunda matéria prima mais utilizada para a produção de biodiesel no Brasil, representando para o mês de agosto 14,17% do total produzido no país. Diante do exposto, entende-se que tais matérias-primas podem, portanto, ser utilizadas para a produção de biodiesel, através do processo de transesterificação. Por ser biodegradável, o biodiesel apresenta vantagens relativas às questões ambientais, como o fato de, praticamente, não possuir enxofre em sua composição. O enxofre, quando em contato com a atmosfera, forma o dióxido de enxofre, que é um gás altamente poluente. Além disso, o dióxido de enxofre é capaz de produzir chuva ácida quando em contato com a umidade do ar. Nesse contexto, o presente trabalho teve como motivação principal a busca por uma valorização do óleo de soja e gordura animal, através da formação de blendas constituídas pelos biodieseis obtidos por essas matérias primas, nas proporções de 25/75, 50/50 e 75/25 (Biodiesel de sebo bovino/biodiesel de soja). Foi utilizado para produção do biocombustível o processo de transesterificação, gerando biodiesel e glicerina. Os biodieseis foram, então, caracterizados por meio dos parâmetros: índice de acidez, teor de umidade, massa específica, viscosidade cinemática e estabilidade oxidativa. Na sequência, as blendas, nas proporções citadas, foram obtidas. Ao fim do processo, realizaram-se os ensaios físico-químicos das blendas, para identificar quais destas apresentavam conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos pela Resolução ANP Nº 45 de 25.8.2014.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 913