Desde que os Estados Unidos resolveram colocar barreiras tarifárias sobre o biodiesel argentino em fevereiro, com subsídios que chegam a 140%, a Argentina só poderá exportar biocombustíveis ao mercado europeu. Por este motivo, Gustavo Idígoras, assessor de relações internacionais da Câmara Argentina de Biocombustíveis (CARBIO), sinalizou ao EconoJournal que o país espera exportar cerca de US$450 milhões para a Europa neste ano, ou 600 mil toneladas de biodiesel.

“O mercado europeu foi reativado logo após a Corte Suprema de Justiçã (da UE) considerar ilegais os atuais direitos antidumping existentes no bloco”, explicou Idígoras.

A Comissão Europeia tem de levar adiante um procedimento de investigação sobre dumping e tarifas na indústria local que irá demorar mais de 6 meses, o que significa ao menos um respiro para os argentinos. Por este motivo, a CARBIO calcula que, até setembro, a Argentina poderá exportar biocombustíveis para o continente, enquanto o mercado dos Estados Unidos estará fechado por cinco anos. Em setembro, os direitos antidumping da UE sobre a Argentina podem retornar ou não.

Em 2015, segundo um boletim da Bolsa de Comércio de Rosario, a indústria argentina de biodiesel exportou um total de 788 mil toneladas. Em 2016, o volume aumentou para 1.349.000 toneladas vendidas ao exterior, das quais 89% foram enviadas para os Estados Unidos.

Antes das investigações por dumping e subsídios dos Estados Unidos e da Europa, a Argentina era o primeiro exportador mundial de biodiesel, o terceiro produtor de biodiesel a base de soja e o quinto produtor somando todas as matérias primas processadas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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