O professor PhD e consultor técnico da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donato Aranda, comentou pontos relevantes sobre a matéria “Biodiesel mais barato”, veiculada no portal da UOL nesta segunda-feira (02/09) e publicada no site da Ubrabio.

A notícia destaca uma pesquisa realizada pela Unicamp que trata sobre o baixo custo da produção de biodiesel a partir de subprodutos da indústria do papel e da laranja, mas apresenta informações nas quais a Ubrabio entende que são necessárias correções.

Donato explica que o biodiesel de sebo puro em blends de 10% com o diesel de petróleo não apresenta problemas de entupimento e que o biodiesel de soja possui ponto de entupimento entre 0 ºC e -2 ºC , diferente dos 5º C como citado na reportagem. “Na verdade, a questão da qualidade do biodiesel está muito bem resolvida com a Resolução 14/2012. Nas distribuidoras não houve mais reclamações sobre entupimento, nem com outro item específico de qualidade”, destaca. Os parâmetros do biodiesel brasileiro foram definidos e alinhados com padrões internacionais de qualidade em conformidade com as exigências da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A reportagem afirma que “Hoje um dos principais entraves para o aumento do percentual de biodiesel no combustível é o custo da sua produção”. Segundo o consultor da Ubrabio, nos últimos três leilões o biodiesel foi negociado a um preço menor que o diesel importado pelo Brasil. Esse diesel está cotado a US$ 0,80/litro. “Com o dólar a R$ 2,38, estamos pagando aproximadamente R$ 1,90/litro pelo diesel. Nos últimos seis meses (três leilões), vendeu-se biodiesel no Brasil a um preço menor que este”, afirma.


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