Representantes do setor de biodiesel estiveram, nesta quarta-feira (11), em reunião com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para discutir a ampliação do uso do combustível renovável no Brasil. Com capacidade autorizada para produção de 7,2 bilhões de litros de biodiesel por ano, o país produziu cerca de 4 bilhões de litros em 2016 para atender a mistura obrigatória B7 (7% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil).

Para diminuir a ociosidade da indústria, o setor vem defendendo o aumento da mistura obrigatória conforme já previsto na Lei 13.033/2014. Em março deste ano começa a valer o B8 (8% de biodiesel) em todo o território nacional e a expectativa é de que novos aumentos gradativos possam ocorrer com previsibilidade, diminuindo a necessidade de importação de diesel fóssil e ampliando o processamento de soja no país.

Durante o encontro, o ministro afirmou que vai dar o encaminhamento para viabilizar essa expansão.

Para o presidente do Conselho Superior da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Juan Diego Ferrés, o governo está ativo e articulado para promover o avanço da produção e uso do biodiesel.

“O novo governo herdou uma lei que prevê o incremento progressivo da mistura de biodiesel ao diesel e, com o RenovaBio, está retomando a análise para explorar da melhor forma as potencialidades do país: reduzindo a importação de óleo diesel fóssil e aproveitando os potenciais produtivos e de matérias-primas nacionais”, comentou Ferrés.

Já o presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio), deputado federal Evandro Gussi (PV-SP), destacou a importância de uma visão de futuro e presente dos biocombustíveis, especialmente do biodiesel e do bioquerosene. “O que fica consolidada é a ideia de um programa cada vez mais previsível e eficiente para realmente garantir o protagonismo do Brasil em termos de energia renovável e sustentável”, pontuou.

Também participaram da reunião, representando a Ubrabio: Irineu Boff (vice-presidente da Assuntos Tributários), Julio Valente Junior (vice-presidente de Assuntos Jurídicos), Marcos Boff (vice-presidente Técnico), Paulo Mendes (vice-presidente de Relações Associativas e Institucionais), Paulo Fuga (diretor de OGR – Óleos e Gorduras Residuais), José Wagner dos Santos (conselheiro fiscal), Mike Lu (representante de empresa associada), Donizete Tokarski (diretor superintendente) e Sergio Beltrão (diretor executivo); e representando o Ministério de Minas e Energia: o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Márcio Félix, e o diretor do departamento de Biocombustíveis, Miguel Ivan Lacerda.

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