Autores: Romulo Coriolano Dutra (UnB, [email protected]), Luiza Fernandes Carvalho (UnB, [email protected]), Ellen Tânus Rangel (UNIP, [email protected]), Paulo Anselmo Ziani Suarez (UnB, [email protected]).

Resumo: No Brasil, de acordo com a legislação vigente, todo o diesel comercializado deve ser adicionado de 10% de biodiesel, com a previsão de aumento percentual até os 30%. (ANP, 2016) Entre os impactos negativos da utilização do biodiesel estão: o aumento do caráter higroscópico; a contaminação microbiana em tanques de armazenamento; e por fim, a diminuição da estabilidade oxidativa. (YEMASHOVA et al., 2007). Uma forma de aumentar a estabilidade oxidativa do biodiesel está no uso de aditivos obtidos pela funcionalização das insaturações do material de ésteres metílicos de ácidos graxos (FAME). (BEHR et al., 2014) O processo de hidroformilação consiste na inserção de uma carbonila de aldeído onde antes existia uma insaturação. Devido a sua elevada reatividade, aldeídos podem dar origem a novos grupos funcionais, como iminas, álcoois, e outros, o que torna a hidroformilação um processo atraente. (RAMALHO et al., 2014, 2016). Os produtos hidroformilados e condensados podem ainda sofrer novas reações para a obtenção de grupos funcionais distintos. (KAZEMI; KIASAT; SARVESTANI, 2008; RAMALHO et al., 2016). Nesse contexto, foram desenvolvidos estudos para a obtenção de derivados de FAME por meio da hidroformilação e condensação na presença de aminas primárias, seguida por uma redução por maceração com borohidreto de sódio e alumina. Os produtos obtidos foram então aplicados em misturas de diesel e biodiesel para a determinação de seu caráter antioxidante.

Trabalho completo: 7° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel, p. 353