AUTORES: Larissa Lima de Arruda Melo (CTEC/UFAL, arruda.melo2601@gmail.com), Werlesson Rael da Costa Trindade (IQB/Ufal, werlesson15@gmail.com) Luis Carlos Ferreira de Oliveira (Ifal, luis.oliveira@ifal.edu.br), Rusiene Monteiro de Almeida (IQB/Ufal, rusiene.almeida@iqb.ufal.br), Mario Roberto Meneghetti (IQB/Ufal, mrm@qui.ufal.br), Simoni Margareti Plentz Meneghetti (IQB/Ufal, simoni.plentz@gmail.com)

RESUMO: A molécula de glicerol (1,2,3-propanotriol ou glicerina) é do ponto de vista químico altamente
funcionalizada e a partir de transformações químicas adequadas, como oxidação, redução, esterificação etc. pode-se obter uma grande variedade de compostos químicos de interesse industrial. Essas transformações são, em geral, realizadas através de processos catalíticos. Dos produtos possíveis de serem obtidos pela oxidação catalítica do glicerol podemos destacar, por exemplo, a di-hidroxiacetona que é usada no preparo de bronzeadores; o ácido hidroxipirúvico pode ser empregado na síntese da D,L-serina e como flavorizante. Cabe salientar que esses compostos não são, necessariamente, obtidos comercialmente através de reações de oxidação do glicerol. O glicerol, de fato, é considerado o coproduto mais importante da oleoquímica, tendo grandes aplicações nos setores de cosméticos, alimentos e medicamentos. Por outro lado, os produtos derivados do glicerol têm maior aplicação nas áreas de explosivos e preparação de resinas/polímeros.3 Na realidade, o mercado da glicerina vem sofrendo profundas transformações em função da expectativa de aumento de produção desse insumo com a consolidação do biodiesel como ator importante da matriz energética mundial. No Brasil, a entrada do biodiesel na matriz energética está reformulando toda a cadeia econômica baseada na glicerina. A cada 90 toneladas de biodiesel produzido, são geradas cerca de 10 toneladas de glicerol. Em função desse quadro, pesquisas científicas e tecnológicas, que envolvam o emprego direto ou de produtos de transformação do glicerol, são de fundamental importância, tanto em termos econômicos quanto ambientais. Um panorama provocador sobre o potencial da gliceroquímica pode ser encontrado em recente trabalho publicado por Mota e colaboradores. A preparação e manipulação de novos materiais com dimensões reduzidas sempre atraiu o interesse de vários ramos da ciência básica e aplicada. A princípio, talvez mais pelo fato de buscar a geração de dispositivos cada vez menores, depois pelo fato de observar que a partir de um determinado tamanho, normalmente, nanoscópico, as propriedades de certo material podem ser significativamente alteradas. Neste caso, catalisadores nanoestruturados tem sido uma opção importante para transformação de álcoois como glicerol em insumos químicos derivados de sua oxidação.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 1099

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