AUTORES: Sidinéa Cordeiro de Freitas (Embrapa Agroindústria de Alimentos, [email protected]), Rosemar Antoniassi (Embrapa Agroindústria de Alimentos, [email protected]), Carmine Conte (Embrapa Agroindústria de Alimentos, [email protected]), Allan Eduardo Wilhelm (Embrapa Agroindústria de Alimentos, [email protected]), Rafaela Pedrosa Dourado da Silva (UFRRJ, [email protected]), Andrea Madalena Maciel Guedes (Embrapa Agroindústria de Alimentos, [email protected]), Bruno Galveas Laviola (Embrapa Agroenergia, [email protected])

RESUMO: Entre as diversas fontes alternativas de óleo para produção de biodiesel, destaca-se o pinhão-manso (Jatropha curcas) por se tratar de uma planta promissora em termos de produtividade de óleo (3000 kg/ha) e adaptabilidade a regiões de condições edafo-climáticas distintas, com potencial de exploração em regiões marginalizadas do processo de desenvolvimento econômico. Entretanto a semente de pinhão manso apresenta diversos substâncias tóxicas e fatores antinutricionais, que dificultam o aproveitamento do farelo ou torta desengordurada. A toxicidade das sementes deve-se à presença de curcina e ésteres diterpênicos (ésteres de forbol). Em relação aos fatores antinutricionais, os principais são os antitripsínicos e o fitato, além de saponinas e lectinas. Existe uma ampla faixa de variação no teor destes constituintes antinutricionais em sementes de pinhão manso coletadas em diversos países das Américas, Africa e Asia e analisados por Makkar et al. A Embrapa selecionou acessos de pinhão manso no país e vindos do exterior e estabeleceu bancos de germoplasma (BAG) no Brasil. A caracterização desse material quanto ao conteúdo dos fatores antinutricionais, especialmente o fator anti-tripsina e fitato, é relevante para a aplicação do farelo ou torta como ração animal.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo Livro 1, p. 41.