13/02/2020 – Como os biocombustíveis podem contribuir com a política nacional de descarbonização: este é o tema de um diálogo que será promovido na Universidade Federal de Goiás (UFG) em maio. “O objetivo é unir academia, setor público e privado para identificar esforços na área de biodiesel, bioquerosene e HVO como alternativas aos combustíveis fósseis”, explica a professora Lais Thomaz, organizadora do evento.

A escolha do Estado de Goiás para sediar esse encontro não foi ao acaso. O Estado está entre os grandes produtores de soja e cana-de-açúcar, principais matérias-primas para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente.

Lais, que é professora da Faculdade de Ciências Sociais e coordenadora do Núcleo de Estudos Globais, explica que toda política nacional precisa ser discutida também no âmbito regional, e cita como exemplo a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que promete impactos significativos na produção goiana.

“O RenovaBio traz boas perspectivas para os produtores de Goiás, e também para a academia. Na UFG, por exemplo, temos pesquisas sendo feitas para novas matérias-primas, como a macaúba, e o RenovaBio tem esse potencial de incentivar a inovação, a busca por novas matérias-primas que permitam o aumento da produção de biocombustíveis, sem que para isso seja preciso ampliar a área destinada à agricultura”, relata Lais.

O evento será dividido em três painéis: Pesquisas e Políticas para o Biodiesel, Marco Regulatório para Bioquerosene de Aviação e HVO, e Avaliação de Resultados do RenovaBio. Lais destaca que o evento é voltado tanto para agentes públicos, empresários e pesquisadores de Goiás, quanto para atores do Brasil inteiro envolvidos com o setor de biocombustíveis. Os painéis vão contar com apresentações do Ministério de Minas e Energia, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Embrapa, Universidades Federais de Viçosa e Rio Grande do Norte, Granol (indústria de biodiesel) e Gol Linhas Aéreas Inteligentes (interessada no uso de bioquerosene). “Queremos contar também com a participação da sociedade neste diálogo”, convida.

“Todos esses projetos podem ser identificados pela sociedade como positivos, pois auxiliam o Brasil na transição para economia de baixo carbono, fomentam a agricultura familiar e trazem impactos positivos para toda a cadeia, chegando até o consumidor. Esse diálogo é importante para que a gente possa também aumentar parcerias”, conclui a professora.

O evento é promovido em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, Ubrabio e UFG (Instituto de Química; Núcleo de Estudos Globais, Faculdade de Ciências Sociais, Escola de Agronomia e Pró-Reitoria de Extensão e Cultura).

Confira a programação abaixo a inscreva-se!

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