AUTORES: Marcelo Rodrigues Santos (IQ-UnB, marcelotigre@gmail.com), Marina Guedes Valerio (IQ-UnB, guedes.marina10@gmail.com ) Guilherme Bandeira Candido Martins (IQ-UnB, bandeira007@gmail.com), Renata Rodrigues Sucupira (IQ-UnB, sucupirarr@gmail.com), Paulo Anselmo Ziani Suarez (IQ-UnB, psuarez@unb.br)

RESUMO: Para minimizar o impacto ambiental ocasionado pelo modelo de sociedade atual, principalmente no âmbito energético, é recorrido ao uso de diversas matérias primas renováveis. O objetivo desta do uso destas matérias primas é substituir, parcialmente, o uso de derivados do petróleo, a fim de reduzir os impactos ambientais. Dentre os estudos envolvendo estas matérias primas, se tem o biodiesel como expoente, o qual é derivado de óleos e gorduras naturais e tem o intuito de substituir parcialmente o uso de óleo diesel, principalmente no Brasil. Biodiesel é definido como uma mistura de monoalquil estéres de ácidos graxos (preferencialmente derivados dos álcoois metanol e etanol). No Brasil, a indústria de biodiesel utiliza o processo de transesterificação de óleos ou gorduras vegetais e/ou animais, utilizando como catalisador alcóxidos de sódio ou potássio, caracterizado por ser uma processo catalítico alcalino homogêneo. Entretanto este processo adotado pela indústria brasileira possui um elevado custo, em função da requisição de uma matéria prima graxa refinada, principalmente isenta de ácidos graxos livres para evitar reações de saponificação. Diversos são os catalisadores ácidos heterogêneos propostos na literatura, entretanto, visando o cenário sustentável, catalisadores a base de celulose modifica estão ganhando notoriedade. A celulose é um biopolímero insolúvel em aquoso e alcoólico. Sua oxidação seletiva para formação de grupos carboxilatos permite a associação a metais que atuem como ácidos de Lewis, como por exemplo o estanho, um já conhecido catalisador em reações da óleoquímica. Neste cenário objetiva-se utilizar a celulose monocarboxilada dopada com íons Sn2+, aplicando em reações de hidrólise, esterificação e transesterificação de óleo de soja.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 1031

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