A Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (SEMAS) vai criar uma nova e inovadora plataforma no estado para incentivar a produção de bioquerosene de aviação. Dentro desse projeto, considerado pioneiro no país, está prevista a construção de uma biorrefinaria que ficará responsável pela fabricação do combustível. O esquema também estabelece um plano de estímulo à venda e fornecimento às companhias aéreas com rotas aeroviárias no estado, em especial as operadoras do destino Fernando de Noronha.

A iniciativa contará com participação de empresas, entidades civis e outros órgãos do governo pernambucano, além da própria secretaria. Para transformar essa proposta em realidade, as partes envolvidas assinaram uma carta de intenções como forma de formalizar a disposição de todos em avançar nessa ideia. Só na implantação da biorrefinaria, está previsto um aporte de mais de R$ 100 milhões.

Com essa nova plataforma, a expectativa é de também criar novas oportunidades de trabalho dentro da indústria canavieira pernambucana, pois esse combustível ecologicamente correto é fabricado a partir da cana-de-açúcar. Outro objetivo será estimular a produção agrícola familiar no estado de outras matérias-primas utilizadas no processo de refino do bioquerosene. Entre elas, estão a mamona e a macaíba.

A criação dessa nova plataforma foi debatida durante um encontro organizado no dia 12 de março, que contou com a participação do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sergio Xavier, e representantes do setor de aviação e produtores de biocombustíveis. Também ficou decidido que o primeiro voo com um avião abastecido por bioquerosene em Pernambuco acontecerá no dia 5 de junho. Isso ocorrerá em um avião da companhia aérea Gol, com saída de Recife em direção a Fernando de Noronha.

A produção de bioquerosene de aviação em Pernambuco também faz parte do programa Noronha Carbono Neutro, coordenado pela secretaria, que pretende neutralizar as emissões de gases causadores do efeito estufa. “O programa pretende tornar o arquipélago de Fernando de Noronha num modelo de gestão ambiental para o mundo com a adoção desse combustível pelas empresas áreas que operam na ilha”, explica Xavier, que também é um dos coordenadores de Comunicação da Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade e assumiu a pasta a convite de Câmara.


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