Curitiba começou a receber a primeira parte de uma frota de ônibus elétricos para transporte coletivo.

São 30 veículos, chamados Hibribus, que contam com dois motores, um deles abastecido por energia elétrica e outro por biodiesel.

Os ônibus híbridos estão sendo fabricados pela Volvo por encomenda da prefeitura de Curitiba. O investimento, porém, foi feito pelas empresas privadas do setor de transporte urbano.

Além de ser menos poluente, o ônibus híbrido-elétrico é silencioso, porque o motor elétrico é usado no arranque, etapa que provoca mais barulho nos ônibus convencionais. Há também um ganho de conforto para o motorista e os passageiros.

O motor a biodiesel entra em funcionamento em velocidades superiores a 20 quilômetros por hora, e é desligado quando o veículo está parado.

Um conjunto de baterias de lítio armazena energia para o funcionamento instantâneo do motor elétrico.

Vantagens do ônibus híbrido

No total, o ônibus híbrido consome 35% menos combustível do que um veículo similar apenas a diesel e apresenta uma redução de 35% na emissão de gás carbônico em relação a veículos com motores de classe Euro 3 – norma europeia para controle da poluição emitida por veículos com motores a combustão.

Há também uma redução de 80% na emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) e de 89% de material particulado (fumaça).

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia de forma diferenciada a aquisição de ônibus híbridos e elétricos fabricados no país, dentro da linha Finame, voltada para a compra de máquinas e equipamentos nacionais.

Esse tipo de veículo começou a ser financiado pelo banco em 2012. Até agora, as operações aprovadas somam empréstimos no valor de R$ 140 milhões. Não há limite estabelecido para os financiamentos à compra desses veículos pelas empresas.


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