Mais de 1,1 mil pequenos agricultores de Sergipe encontraram fonte de renda no girassol. A planta, cultivada com outras espécies, é vendida para a Petrobras Biocombustivel, que possui usina em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. Organizados em duas cooperativas, eles comercializaram, no ano passado, mais de 70 toneladas de girassol. Uma das entidades, que chegou a produzir 50 mil toneladas, quer ultrapassar a marca de 200 mil toneladas este ano.

A Cooperativa de Produção, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Familiares de Indiaroba e Região é uma das associações que abastecem a usina na Bahia. 0 presidente Adlnaldo do Nascimento Santos disse que a colheita ocorre entre setembro e outubro e que as 50 toneladas foram provenientes dos municípios de Estância, Indiaroba, Cristinapólls, Poço Verde e Arauá. A cooperativa alcança 11 municípios e 580 agricultores que também trabalham com outras culturas.

Segundo Adinaido. “Tês safras já foram entregues à Petrobras Biocombustível. O contrato da cooperativa com a multinacional é de cinco anos, mas pode ser renovado. Cada quilo do girassol é vendido a RS 0,70.Os agricultores também recebem assistência técnica. “Cada produtor tem renda média de R$50 por hectare”, revela Adinaido.

Com o sucesso do projeto, iniciado cm 2007 com a formalização da cooperativa, Adinaido e os agricultores têm planos para o futuro: usar o óleo de girassol para fins comestíveis. “Esse é o nosso sonho”, assegurou. Pelo menos 600, dos 1.700 agricultores da Cooperativa Regional de Assentados da Reforma Agrária do Sertão de Sergipe, produziram, no ano passado, mais de 24 mil toneladas. “Cada um dos produtores, vende 300 a 400 quilos. A comercialização é feita individualmente para a Petrobras”, disse o agrônomo Lucas Cunha, que dá consultoria para a associação.

A produção de girassol, no entanto, ocorre em, Canindé do São Francisco, Poço Redondo, Porto da folha, Carira e Nossa Senhora da Glória. Os gírassóis excedente dos agricultores da Cooperativa Regional dos Assentados cutilizado como ração animal na região de Nossa Senhora da Glória, a maior bacia leiteira de Sergipe.

Como participar

O processo para ingressar na cooperativa é simples. “Só precisa fazer o cadastro com os técnicos. O novo cooperado já recebe as sementes e o acompanhamento técnico necessário, que vai desde o plantio até a comercializa-ção”, afirma Lucas.

As duas cooperativas têm o apoio do Centro Vocacional Tecnológico (CVT), que é um programa do Núcleo de Ciência e Tecnologia do Sergipe Tec. O coordenador do CVT, Vilor Hugo Vaz, ressalta que 250 jovens, de 18 a 29 anos, da família dos cooperados, têm a disposição 22 cursos, que vão de informática a inglês básico, em Indiabora e São Cristóvão, A meta, ate o ano que vem,capacitar 3 mil jovens.

A Sergipetec é uma associação privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Organização Social Estadual, Hoje, abriga mais de 21 empresas, três incubadoras de empresas e seis instituições de pesquisa, gerando mais de 200 empregos diretos.


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