O consumo de combustíveis cresceu 5,7% em fevereiro, ante igual mês do ano passado, e fechou o primeiro bimestre com uma alta acumulada de 4,8%, puxada mais uma vez pelo diesel e pelo etanol. As vendas no mês retrasado somaram 10,8 bilhões de litros, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Diesel – Tradicionalmente vinculada ao desempenho da economia, sobretudo ao agronegócio e à indústria, a comercialização de diesel cresceu 6,2% em fevereiro, para 4,4 bilhões de litros. A alta acumulada no ano é igualmente de 6,2%. No ano passado, para efeitos de comparação, as vendas do combustível aumentaram 1,4%.

Gasolina – Já o consumo de gasolina mantém a trajetória de queda iniciada em 2018, em meio à perda de competitividade do produto para o etanol e caiu 5,6% em fevereiro para 3 bilhões de litros. No primeiro bimestre houve uma retração de 6,7%.

Etanol hidratado – As vendas de etanol hidratado, por sua vez, avançaram 39,2% em fevereiro, para 1,7 bilhão de litros, e acumulam uma expansão de 37% no ano. Esse aumento sustentou o crescimento do mercado do Ciclo Otto (veículos leves cujos motores operam com etanol e/ou gasolina) como um todo.

Equivalência energética – Tradicionalmente vinculado ao consumo das famílias, esse segmento subiu 2,8% no primeiro bimestre, em gasolina equivalente – medida que considera a equivalência energética do etanol frente a gasolina.

GLP – O gás liquefeito de petróleo (GLP), outro mercado tradicionalmente vinculado ao consumo das famílias, cresceu 0,3% em fevereiro. No primeiro bimestre, contudo, a queda foi de 0,7%. O mercado de GLP é associado, sobretudo, ao segmento residencial, embora também seja vendido para comércio e indústrias.

Óleo combustível – O consumo de óleo combustível, ligado principalmente ao despacho das termelétricas, por sua vez, caiu 8,4% no segundo mês do ano. A queda nos dois primeiros meses é de 17,7%. Já entre os destaques positivos, as vendas de querosene de aviação (QAV) cresceram 5,2%, num sinal de que o mercado doméstico de aviação mantém o movimento de reaquecimento registrado no ano passado. No primeiro bimestre, o consumo registrou expansão de 4,5%. (Valor Econômico)

Fonte: Sistema Ocepar

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