Dezenas de personalidades, entre elas o arcebispo sul-africano Desmond Tutu, pediram para “deixar as energias fósseis enterradas” e uma mobilização para acabar com os “crimes climáticos”, em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Abandonar as energias fósseis, que produzem os gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global, são “a única saída” ao atual “ecocídio” que agride “o conjunto dos seres vivos, dos ecossistemas e das sociedades, diminuindo os direitos das gerações futuras”, segundo os signatários.

“Os governos devem pôr um fim aos subsídios que concedem à industria de energias fósseis e congelar a extração de 80% de todas as suas reservas”, diz o texto publicado na internet a menos de 100 dias da conferência da ONU sobre o clima, em Paris.

Os signatários, convencidos de que “as multinacionais e os governos não irão abandonar facilmente as vantagens que obtêm com a exploração de reservas de carbono, gás e petróleo”, pedem que se aja “para mudar tudo”.

Segundo eles, as mudanças climáticas são um desafio comparável aos “crimes de escravidão, ao totalitarismo, ao colonialismo e ao apartheid”, aos quais “mulheres e homens puseram fim”.

O documento denuncia “décadas de liberalização comercial e financeira sem cuidados que enfraqueceram a capacidade dos Estados de atuar sobre a crise climática”. Dentre os signatários estão o diretor executivo internacional do Greenpease, Kumi Naidoo, o filósofo e ativista Noam Chomsky e o enviado especial do presidente francês, François Hollande, para o Meio ambiente, Nicolas Hulot.


print