Autores: Lilian Ribeiro Batista (LAMES/UFG, [email protected]), Aline Silva Muniz (LAMES/UFG, [email protected]), Maríthiza Gonçalves Vieira (LAMES/UFG, [email protected]), Angelo Roberto dos Santos Oliveira (UFPR, [email protected]), Maria Aparecida Ferreira César-Oliveira (UFPR, [email protected]), Nelson Roberto Antoniosi Filho (LAMES/UFG, [email protected]).

Resumo: A estrutura química dos triacilglicerídeos presentes em óleos vegetais residuais apresentam sítios ativos para muitas reações, incluindo oxidação, e por isso, apresentam baixa estabilidade oxidativa. Além disso, a porção éster do triacilglicerídeo está sujeita à hidrólise. A manipulação frequente em frituras, gera elevados teores de ácidos graxos livres, peróxidos, hidroperóxidos, metais e água, comprometendo a qualidade do biodiesel produzido a partir dessa matéria-prima (Corsini et al., 2008). Além disso, alterações nas propriedades físico-químicas, tal como o índice de acidez do óleo favorece reações de saponificação, dessa forma, para produção de biodiesel a partir desses óleos, é necessária a utilização de catalisadores ácidos para obter um biodiesel de qualidade (Araújo et al., 2013). A utilização de óleos residuais para obtenção de novos produtos, além de ambientalmente correto para reaproveitamento desses óleos, apresentam menor custo chegando a ser 1,5 a 3 vezes mais barato que óleos vegetais refinados ainda não utilizados (Yaakob et al., 2013). Considerando que os custos para produção de biodiesel de qualidade são maiores, este trabalho tem como objetivo utilizar esses óleos residuais, principalmente de soja, para obter um aditivo antioxidante derivado de ácidos graxos livres. Reação de adição nas ligações duplas desses ácidos graxos usando hidroquinona – um antioxidante da classe dos fenóis – dão origem a um produto oleoso compatível ao biodiesel.