Autores: Cecília Maia Martins Neta (IFRN, [email protected]), José Felipe Gomes de Paiva (IFRN, [email protected]), Luciana Medeiros Bertini (IFRN, [email protected]), Maria Eduarda Fernandes Mota (IFRN, [email protected]), Tassio Lessa do Nascimento (UFRN, [email protected]), Maria Alexsandra de Sousa Rios (UFC, [email protected]), Maria Aparecida Medeiros Maciel (UFRN, [email protected])

Resumo: A crise do petróleo, que ocorreu no ano de 1973, devido a fatores político-econômicos fez com que países importadores de produtos fósseis, como o Brasil, fossem afetados. Desde então, visando a substituição gradual desses combustíveis por fontes energéticas renováveis, a classe científica de vários países passou a buscar novas fontes alternativas de energia e consequentemente, o melhoramento de suas tecnologias. Nas últimas décadas, devido a fatores climáticos, econômicos e sociais, as pesquisas por essas fontes vêm acelerando (CANDEIA,2008). Estudos mostram que a redução da emissão de gases tóxicos e que contribuem para o efeito estufa, como hidrocarbonetos (HCs), CO e gás carbônico (CO2), particulados de matéria orgânica e óxidos sulfurosos responsáveis pela chuva ácida, são realizadas por meio do uso de biocombustíveis (TEREZO; LANZA, 2017), desse modo investimentos tecno-científicos nesses combustíveis são válidos. Entre as diversas matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, a soja, por ser uma oleaginosa facilmente explorada e cultivada na maior parte do Brasil, devido suas condições edafoclimáticas, é a mais utilizada no país. Segundo Peres e Beldrano (2006) a oleaginosa que possibilitou a inserção de produtos como o girassol e a canola, foi a soja por ser considerada a cultura que abriu o mercado de biocombustíveis baseados em óleos vegetais. Além do que foi citado anteriormente, essa oleaginosa, devido ao seu concreto mercado internacional possibilitou e regeu a implantação do regime de mistura de biodiesel ao diesel no Brasil, já que o país é um grande produtor mundial do grão (REIS; MATEUS; COUTO, 2013; HIRAKURI; LAZZAROTTO; ÁVILA, 2010). Inúmeras pesquisas dissertam sobre as vantagens e desvantagens referentes ao biodiesel de soja, que vai desde a obtenção dessa oleaginosa, passando pela produção por vários processos químicos (transesterificação, craqueamento etc.), incluindo, também, as propriedades físico-químicas. Assim, o objetivo desse estudo foi caracterizar através de análises químicas, físicas e cromatográficas o biodiesel produzido a partir do óleo da soja.

Trabalho completo: 7° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia e Inovação de Biodiesel, p. 125