AUTORES: Silmara Bispo dos Santos (ICAT/UFMT, syllmara@yahoo.com.br), Lais Mutin Rodrigues (ICAT/UFMT, laismutim@live.com) Henrique de Matos Teixeira (ICAT/UFMT, rick.fh@hotmail.com)

RESUMO: Os óleos brutos de origem vegetal, após a extração apresenta determinada estabilidade química principalmente devido à presença de antioxidantes naturais. O mesmo não acontece com os óleos refinados e biodieseis, uma vez que durante o processamento do óleo, os compostos antioxidantes naturalmente presentes são eliminados e o biodiesel obtido possui menor estabilidade quando comparado ao óleo que o originou. Estes efeitos são percebidos nas análises do índice de oxidação indicados pelos baixos períodos de indução observados em biodiesel de diferentes oleaginosas. O biodiesel tende a se deteriorar devido a reações hidrolíticas e oxidativas, o que pode levar à formação de produtos insolúveis causando problemas no sistema de injeção de combustível. Além disso, a formação de ácidos orgânicos aumenta a acidez total do combustível e consequentemente o risco de corrosão do motor e do sistema de distribuição do combustível. Devido à baixa estabilidade oxidativa do biodiesel, se torna necessário a adição de antioxidantes para retardar os processos de degradação e minimizar os problemas a ela relacionados. Extratos obtidos de plantas e/ou sementes têm sido testados com sucesso no controle da oxidação em diferentes tipos de aplicações, principalmente na indústria de alimentos. Em biodiesel, os antioxidantes naturais (tocoferóis) e sintéticos (pirogalol, PY; ácido gálico, GA; propilgalato, PG; Butil hidroxianisol, BHA; Butil hidroxitolueno, BHT; e Terc-buitil hydroquinona, TBHQ; entre outros) tem sido testados por diversos autores promovendo aumento na estabilidade oxidativa do combustível. A substituição dos antioxidantes sintéticos por aditivos naturais vem sendo discutida e avaliada, uma vez que tem a vantagem de menor toxidez. Diante do exposto, este trabalho foi realizado com o objetivo da avaliação preliminar do efeito do uso do extrato alcoólico de sementes de mostarda marrom (Brassica Juncea) sobre a estabilidade oxidativa de biodiesel de soja.

Trabalho Apresentado no 6° Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel e 9º Congresso Brasileiro de Plantas Oleaginosas, Óleos, Gorduras e Biodiesel.

Trabalho completo: Livro 2, p. 1025

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