28/05/2019 – Reunidos em Brasília para Assembleia Geral no dia 22 de maio, os representantes das empresas associadas à Ubrabio definiram plano de ações e estratégias para 2019/2020. Entre eles está o início imediato do B11 (11% de biodiesel no diesel vendido ao consumidor final).

A entrada em vigor do B11 em julho de 2019 foi estabelecida como prioridade para o setor. A questão foi consenso entre os membros do Conselho da Ubrabio, que destacaram a sobreoferta de biodiesel no último leilão bimestral (L66).

“Em abril, o setor ofertou 1,3 bilhão de litros, com a expectativa de atender ao aumento do B10 para o B11. Mas foi surpreendido pela mudança no cronograma previsto na Resolução CNPE n° 16/2018. Sem o B11, a sobreoferta foi de mais de 408 milhões de litros, isto é, 30% do volume ofertado”, explicou o presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés.

A reunião também foi marcada pela presença do secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, dos deputados Jerônimo Goergen (PP-RS) — presidente da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel — e Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) — presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético –, do ex-deputado federal e especialista em tributação Luiz Carlos Hauly e da coordenadora da Rede Brasileira de Bioquerosene (RBQAV), Amanda Gondim.

A agenda de trabalho inclui a articulação de uma política pública de estímulo à indústria brasileira de processamento de soja, para agregação de valor à produção agrícola em território nacional, com efeitos positivos na indústria de carnes e derivados.

Segundo Ferrés, reconduzido ao cargo de presidente do Conselho Superior por unanimidade, o Brasil tem sofrido um forte processo de desindustrialização, o que deixa os exportadores de soja dependentes quase que exclusivamente de um único mercado consumidor – a China.

“Ao ampliar a oferta de produtos com maior valor agregado como farelo e óleo de soja, carnes, leites etc. aumentamos também as possibilidades de comércio exterior, negociando com diversos mercados”, argumenta.

Por se tratar de uma entidade plural, a Ubrabio conta com 26 empresas associadas, entre produtores de biodiesel, indústrias de processamento, insumos, equipamentos, co-produtos, consumidores, tecnologias e certificação, entre outros.

Durante o encontro, também foi discutida a regulamentação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e as vantagens para as usinas de biodiesel que aderirem à certificação de produção eficiente e sustentável.

A assembleia elegeu ainda a nova gestão para o triênio 2019-2022. Confira aqui.

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