Com o objetivo de discutir o que vem sendo feito para impulsionar a indústria de biocombustíveis para aviação no Brasil, a Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação (RBQAV) realiza, em Natal-RN, nos dias 05 a 07 de junho, um congresso científico internacional sobre BioQAV (bioquerosene de aviação).

Responsável por 2% das emissões de dióxido de carbono do planeta, a aviação internacional corre contra o tempo para encontrar soluções que permitam cumprir o compromisso de reduzir seu impacto ambiental e as metas ambiciosas assumidas neste sentido.

Até o ano que vem – 2020 – o setor precisará atingir um crescimento neutro de carbono e, até 2050, reduzir até a metade suas emissões de CO2, com base nos níveis de 2005.

Segundo a professora Amanda Gondim, coordenadora da RBQAV, o Brasil oferece oportunidades únicas para alavancar esta indústria. “Nossa rica biodiversidade pode disponibilizar biomassas sustentáveis para produção de biocombustíveis e outros bioprodutos de alto valor agregado”, conta.

O evento, realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, conta com parceria do CNPq, UFRJ, UFRN, Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Embraer e Gol Linhas Aéreas.

Amanda destaca que uma das questões centrais é discutir quais políticas públicas o setor demanda para a implementação da cadeia produtiva de bioquerosene no Brasil, inclusive em relação ao RenovaBio. “Por isso, é importante a participação de todos os segmentos envolvidos, desde pesquisadores, empresas e investidores até agentes públicos”.

A proposta é apresentar os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos no Brasil e podem atrair investimentos do mundo inteiro, além de promover o debate técnico-científico e político em torno do desenvolvimento de uma cadeia produtiva de biocombustíveis de aviação.

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