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Representantes da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), acompanhados do deputado Marcos Pestana (PSDB-MG), apresentaram as demandas do setor de biocombustíveis de aviação ao ministro de Minas e Energia (MME), Moreira Franco, nesta quarta-feira (09/05).

O setor de aviação internacional se comprometeu no ano passado a neutralizar o crescimento das emissões de gases de efeito estufa de suas operações internacionais a partir de 2020. Responsável por 2% das emissões globais, a aviação internacional busca alternativas para se descarbonizar e os biocombustíveis são uma opção promissora.

“O investimento em combustíveis sustentáveis é uma oportunidade para o Brasil, que já conta com cadeias produtivas consolidadas, como a do biodiesel, matérias-primas em abundância e estudos para implementação dessa nova indústria já em andamento”, explica o diretor de Biocombustíveis para Aviação da Ubrabio, Pedro Scorza.

Moreira Franco afirmou que vai encaminhar orientações para que o ministério avalie a possibilidade de uma política pública para alavancar a produção inicial do bioquerosene no Brasil, identificando “o que está faltando”.

Biodiesel

Segundo o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, na oportunidade também foi solicitada uma audiência para tratar do avanço da mistura obrigatória de biodiesel no diesel do atual B10 (10% de biodiesel) para B11 em março do ano que vem.

“O setor está pronto para atender o B11 em 2019. Precisamos avançar na substituição dos combustíveis fósseis, reduzindo a dependência brasileira de diesel importado, agregando valor à produção nacional e melhorando a qualidade do ar que as pessoas respiram”, justifica Tokarski.