Augsburg, Alemanha, 10 de agosto de 1893 – O primeiro modelo de Rudolf Diesel, um único cilindro de ferro de três metros com um volante em sua base, funciona pela primeira vez, abastecido com nada além de óleo de amendoim.

Mais de um século depois, o dia 10 de agosto passaria a ser lembrado como o Dia Internacional do Biodiesel – um combustível renovável e biodegradável, obtido geralmente a partir da reação química de óleos vegetais ou gorduras de origem animal, com um álcool na presença de um catalisador (reação conhecida como transesterificação).

O biodiesel passou a fazer parte da matriz energética brasileira, oficialmente, em 2005, com o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). De lá para cá, a adição do biocombustível ao diesel fóssil avançou de 2% facultativo para 7% obrigatório em todo o território nacional, o chamado B7.

Tamanhos são os benefícios associados à produção e uso deste combustível renovável, que o governo autorizou, em março deste ano, a evolução da mistura obrigatória para 8% até março de 2017, chegando a 10% até 2019.

Também é facultado aos grandes consumidores de diesel o uso de misturas que podem chegar a 20% (B20) e 30% (B30).

O consumo de biodiesel e suas misturas ajudam o país a diminuir sua dependência dos combustíveis fósseis, contribui para a redução da poluição atmosférica e gera empregos em todas as regiões brasileiras.

Sua produção, além de cooperar com o desenvolvimento econômico de diversas regiões do Brasil, promove a inclusão da agricultura empresarial e da agricultura familiar, e incentiva o aproveitamento da diversidade de matérias-primas nacionais.

O Brasil é um dos maiores produtores de biodiesel no mundo. A evolução do PNPB é um fator determinante para a expansão da oferta de energia limpa e renovável do país e destaca o potencial brasileiro para liderar o debate internacional sobre biocombustíveis.

Por reduzir a emissão dos principais causadores da poluição atmosférica – CO (monóxido de carbono), HC (hidrocarbonetos), MP (material particulado), SOx (óxidos de enxofre) e CO2 (dióxido de carbono) –, o aumento do uso do biodiesel integra as metas brasileiras para ampliar a participação de bioenergia em sua matriz, apresentadas na Conferência do Clima (COP 21), em Paris no ano passado [Veja aqui].

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