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Bioquerosene desenvolvido pela Total e Amyris atende a nova norma ASTM para Jet A/A1

Emeryville, Califórnia e Paris, FRANCE (Segunda-feira, 16 de junho, 2014) — Com a publicação da revisão da norma ASTM para querosene de aviação a Amyris (Nasdaq: AMRS) e Total (CAC: TOTF.PA) começam a comercializar um bioquerosene produzido de cana-de-açúcar que pode ser adicionado na proporção de até 10% ao querosene de aviação fóssil.

O bioquerosene de aviação desenvolvido em parceria pela Total, um líderes mundiais em energia, e Amyris, uma empresa de biotecnologia industrial, atende aos rigorosos padrões de desempenho estabelecidos para Jet A/A1 (equivalente ao QAV-A1, segundo resolução ANP 20/2012), usados globalmente pela indústria de aviação comercial.

“O capacidade deste combustível atender aos padrões da norma internacional para uso em aviação comercial é um grande marco na trajetória da parceria entre Amyris e Total. Isso libera o potencial que o nosso bioquerosene tem para atender ao mercado de aviação comercial mundial”, dissePhilippe Boisseau, membro do comitê executivo da Total, presidente da divisão de Marketing & Serviços e Novas Energias.

“O lançamento do nosso bioquerosene no mercado de aviação comercial tem o potencial de conduzir a uma redução significativa dos gases de efeito estufa aliado a um excelente desempenho. Sendo um dos maiores fornecedores de querosene de aviação no mundo, um dos objetivos da Total é trazer inovação e tecnologia de ponta para as companhias aéreas, apoiando seus projetos para atingir suas metas ambiciosas de sustentabilidade” complementa Boisseau.

A norma revisada, D7566, desenvolvida pelo comitê de produtos de petróleo, combustíveis líquidos e lubrificantes da ASTM agora inclui o uso de farnesano, como um componente de mistura que pode ser adicionado ao querosene de aviação utilizado na aviação comercial. Esta nova versão da norma ASTM D7566, Especificação Padrão para Combustíveis de Turbinas de Aviação contendo hidrocarbonetos sintéticos, vai permitir que bioquerosene produzido a partir de biomassa, assim como este desenvolvido pela Amyris e Total, possam apoiar as metas da indústria de aviação de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa.

“A conformidade com a norma ASTM D7566 nos permite avançar nas discussões com várias das principais companhias aéreas do mundo, que planejam voos comerciais com combustíveis renováveis reduzindo emissões de efeito estufa ao mesmo tempo em que promovem ganhos de desempenho”, disse John Melo, Presidente e CEO da Amyris.

“Juntamente com o nosso parceiro Total, estamos abrindo o caminho para uma nova era da indústria de aviação, fornecendo um combustível drop-in, de baixa emissão de gases de efeito estufa, que vai permitir o atingimento das metas ambientais e sustentabilidade mantendo os níveis de desempenho esperados. Atingir a conformidade com esta norma em tempo recorde é um mérito para a nossa tecnologia de ponta e demonstra o compromisso da indústria de aviação em apoiar soluções inovadoras”, conclui Melo.

A aprovação do padrão ASTM envolveu uma avaliação completa em toda a cadeia da produção ao consumo, para verificar e garantir que o combustível renovável é compatível com as aeronaves, componentes de motores e demais sistemas. Amyris e Total conduziram um programa completo de avaliação juntamente com os principais agentes da indústria da aviação para a investigação de propriedades fundamentais que garantem o desempenho em escala de uso, incluindo diversos testes de motor e voos experimentais. Este combustível renovável atende os mais rígidos parâmetros de especificação, mostrando inclusive vantagens significativas em alguns quesitos como por exemplo ponto de congelamento, alta estabilidade térmica e alto poder calorífico. A ANP (Agencia Brasileira de Petróleo, Gas Natural e Biocombustíveis) já sinalizou que vai atualizar suas resoluções para combustíveis de aviação de forma a incluir este combustível entre as demais opções de combustíveis renováveis especificadas no país.

“A certificação ASTM recebida pela Amyris representa um importante passo para, em futuro não muito distante, o início da operações regulares da GOL com combustível renovável no Brasil, reiterando sua meta de, em 2016, consumir o mínimo de 1% de biocombustíveis. Reforça ainda a colaboração entre as companhias, o compromisso com uma cadeia de valor de combustível sustentável e a aposta no Brasil como líder na indústria que torna possível este avanço”, disse Pedro Rodrigo Scorza, Diretor Técnico Operacional da GOL.

Como parte das suas atividades em colaboração, Amyris e Total tomaram medidas para garantir que o combustível seja produzido atendendo critérios de sustentabilidade atuais. A RSB recentemente certificou a primeira planta de produção de farneceno, precursor do bioquerosene, em Brotas no interior de São Paulo.