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Representantes da entidade debateram com o ministro Aldo Rebelo a utilização de biodiesel e bioquerosene na Copa do Mundo

Representantes da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) reuniram-se na tarde de ontem (11) com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para discutir a utilização do biodiesel e do bioquerosene, no transporte urbano e na aviação respectivamente, na Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. Participaram do encontro Juan Diego Ferrés, presidente do Conselho da entidade; Odacir Klein, presidente; Donizete Tokarski, superintendente; e Sergio Beltrão, diretor executivo.

Para a Ubrabio, o evento é uma oportunidade de ampliar e consolidar o uso do B20 Metropolitano (mistura de 20% de biodiesel adicionado ao diesel) e dar início aos voos comerciais abastecidos com bioquerosene.“A agenda da Copa do Mundo tem expressão internacional. É uma grande oportunidade para o Brasil afirmar seu compromisso com soluções sustentáveis a partir de combustíveis renováveis”, declarou Ferrés. Ferrés pontuou alguns dos principais benefícios adquiridos com a utilização destes biocombustíveis, como a sustentabilidade, a melhoria na qualidade do ar e na saúde da população, e a geração de emprego e renda, fortalecida pelo Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Odacir Klein citou o exemplo da associada à Ubrabio, B100, que já utiliza o B20 Metropolitano em 1.800 ônibus na cidade de São Paulo. “É um exemplo de sucesso que pode ser ampliado e serve como modelo para implementar o uso do B20 em outras capitais”, afirmou. Odacir lembrou que diversos fabricantes de veículos automotivos já garantem o uso do biodiesel e citou o recente anúncio da Mercedes Benz, feito durante evento da Ubrabio na Conferência Rio+20, de que motores da marca estão aptos a rodar com o biocombustível.

Aldo Rebelo considerou que a utilização do biodiesel e do bioquerosene traz benefícios sociais e tem potencial para estar na agenda da Copa do Mundo. “É um ganho social importante. O estímulo à agricultura familiar contribui para a geração de trabalho e renda. O aumento da qualidade do ar traz melhorias à saúde e isso reduz o gasto com internações hospitalares”, afirmou o ministro.