Depois de mais de 30 anos de protecionismo, os Estados Unidos vão abrir seu mercado para o etanol brasileiro a partir de janeiro. A legislação norte-americana que subsidia os produtores locais e taxa pesadamente o produto importado expira no próximo dia 31 e não será prorrogada, informou ontem a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

“Com o fim das atividades no Congresso americano para 2011 nesta sexta-feira, não haverá mais oportunidade para qualquer medida que impeça a abertura para o etanol brasileiro, a partir do primeiro dia de 2012, do maior mercado consumidor de combustíveis do mundo”, assinala comunicado divulgado ontem pela entidade.

Atualmente, cada galão (cerca de 3,8 litros) de etanol produzido nos Estados Unidos recebe um subsídio de US$ 0,45 e a mesma quantidade do produto importado é taxada em US$ 0,54. O etanol dos EUA é feito de milho, menos competitivo do que o brasileiro, de cana-de-açúcar. Segundo maior produtor mundial, o Brasil reivindica há anos o fim das barreiras.

“Este é o momento em que Brasil e Estados Unidos, que juntos respondem por mais de 80% do etanol produzido no mundo, devem mostrar liderança e trabalhar juntos para criar um verdadeiro mercado global para o etanol, livre de barreiras tarifárias, a exemplo do que já acontece com o petróleo. Os dois países devem dar o exemplo e incentivar o resto do mundo para que se produza e utilize mais etanol,” afirmou o presidente da Unica, Marcos Jank.

Isso não foi a coisa politicamente mais inteligente do mundo”

John Boehner, presidente da Câmara dos Representanrte

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