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Com a utilização do B10 (mistura de 10% de Biodiesel ao diesel convencional), o Brasil reduziria as importações de diesel fóssil em cerca de 30%, diminuindo a dependência da balança comercial brasileira. Hoje, a importação de apenas um produto, o diesel, representa um quarto ou 25% do saldo da balança comercial do país.
Para se ter uma ideia, em 2010, o Brasil importou cerca de 9 bilhões de litros de diesel, um aumento de 207% em relação aos 3,5 bilhões de litros importados em 2009. Números estes que já preocupam o novo governo.  Se nada for feito, o superávit da balança comercial brasileira poderá cair pela metade em 2011, passando de US$ 20 bilhões para US$ 10 bilhões.
Um estudo desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre Biodiesel, divulgado no final de 2010, mostrou que de 2005 a julho do ano passado, o Brasil deixou de gastar US$ 2,84 bilhões com as importações de diesel convencional graças aos avanços registrados na produção de Biodiesel. O que comprova, segundo a entidade, que a maior utilização de Biodiesel pode reduzir o déficit na balança comercial brasileira decorrente do aumento no consumo diesel.
Com o aumento da mistura de B5 para B10, o país reduziria e muito a necessidade de importação de diesel convencional. Apenas no ano passado, o Brasil evitou a importação de 2,5 bilhões de litros de diesel com a adoção do B5, em vigor no país.
Se o teor da mistura fosse ampliado para o B10, o Brasil deixaria de importar cerca de 5 bilhões de litros daquele combustível fóssil, reduzindo o déficit atual decorrente da importação de diesel, recorde no ano passado, e observando reflexos diretos nas contas nacionais no balanço de pagamentos.
Isso tudo sem mencionar os avanços que a maior utilização de um combustível ecologicamente correto poderia trazer também à saúde das pessoas e ao meio ambiente, uma vez que o Biodiesel é capaz de reduzir em até 57% as emissões de gás carbônico segundo atesta a Environmental Protection Agency, a agência ambiental dos EUA. E ainda o fomento à agricultura familiar e demais atividades da sua cadeia de valor, gerando efeitos multiplicadores sobre a renda, emprego e contribuindo para reduzir as desigualdades regionais.