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Para a entidade, MP que aumenta o teor de biodiesel ao diesel comum precisa dar previsibilidade e gradualidade ao setor

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), relator da MP 647/2014 – que aumenta o percentual de biodiesel adicionado ao diesel fóssil comercializado no País -, recebeu o vice-presidente administrativo da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Claury Silva, e o diretor superintendente da entidade, Donizete Tokarski, na última quinta-feira (26).

Durante o encontro, os representantes da Ubrabio apresentaram argumentos sobre a importância da previsibilidade e da gradualidade do aumento da mistura de biodiesel ao diesel. “Da forma como está, a MP não dá a perspectiva que o setor deseja. Precisamos de um crescimento contínuo e planejado para que o setor possa estabelecer seus padrões de investimento”, declarou o diretor.

Em seu perfil em uma rede social, o deputado Arnaldo Jardim comentou a reunião e frisou que “com o aumento da mistura do biodiesel no óleo diesel, o Brasil economizará importando menos combustível fóssil”. A comissão mista da Media Provisória 647/2014 é presidida pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), tem como vice o deputado Junior Coimbra (PMDB-TO), e o senador Walter Pinheiro (PT-BA) como relator-revisor.

Claury destacou a garantia de fornecimento do biocombustível. “O setor produtivo garante que pode atender com tranqüilidade o adicional de biodiesel autorizado na MP. A ociosidade da indústria, em 2013, chegava a mais de 60%. Em uma projeção realizada pela Ubrabio, mesmo com aumento para B6 e B7 ainda restaria uma capacidade ociosa maior que 50%”, pontuo o vice-presidente.

A presidente Dilma Roussef assinou a MP em 28 de junho, com isso, a mistura obrigatória B5 (5% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil), que vigorava desde 2010, alcançou o patamar de 6% (B6), em 1º de julho, e será elevada para 7% (B7), a partir de 1° de novembro.

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