Operação usa recebíveis de vendas de insumos como lastro e reforça o papel de estruturas de securitização para financiar o agro com mais previsibilidade e acesso a capital.
A BASF Soluções para Agricultura concluiu uma nova captação de R$ 1,4 bilhão por meio da quarta emissão de cotas de um FIAGRO FIDC, estrutura voltada a transformar direitos creditórios em financiamento para o setor produtivo. O objetivo, segundo informações divulgadas, é financiar clientes na compra de insumos, apoiando o planejamento das lavouras e o fluxo de caixa ao longo do ciclo agrícola.
A rodada foi realizada via FIAGRO FIDC Opea Agro Insumos, fundo lançado em 2022, gerido pela Opea, que também atua como agente de cobrança. A operação teve o Itaú BBA como coordenador líder e contou com assessoria jurídica do Pinheiro Neto.
Na prática, os recursos foram captados por meio da cessão de recebíveis de vendas de insumos da BASF. Entre os clientes atendidos por essa dinâmica estão distribuidores, cooperativas e produtores rurais, em um ambiente no qual alternativas de crédito têm ganhado relevância para sustentar a produção no campo.
Representantes do projeto destacaram que a ferramenta vem se consolidando como solução para ampliar o acesso a tecnologias e insumos, respeitando a sazonalidade do setor e a necessidade de capital ao longo da safra — com decisões alinhadas à governança e ao apetite de risco.
Do lado da gestora, a leitura é que estruturas como FIAGRO FIDC e CRA têm sido usadas por empresas de insumos como forma de conectar o agro ao mercado de crédito estruturado, fortalecendo o financiamento sem necessariamente representar endividamento adicional para a companhia que origina os recebíveis.
Segundo a reportagem, o fundo registrou crescimento de 30% ao longo de 2025 e a Opea informou ter 20 fundos sob gestão, somando R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 4,3 bilhões direcionados ao agronegócio.