Brasil importa cerca de 60% do óleo de dendê que consome

O dendê tem sido apontada como principal alternativa para aumentar a participação da região Norte do país no Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, bem como para diversificar as matérias-primas para esse biocombustível. Com objetivo de avançar nesta área, a Embrapa Agroenergia tem usado recursos como a Genômica, a Fenômica e a Metabolômica para construir uma base de dados que dê suporte aos programas de melhoramento genético da cultura, que são desenvolvidos principalmente nas unidades Amazônia Ocidental e Oriental.

Atualmente, mais de 80% do óleo utilizado na produção de biodiesel vem da soja, que produz cerca de 550 kg de óleo por hectare. O interesse dos pesquisadores pela palmeira está na alta produtividade de óleo, que pode chegar a 6.000 quilos por hectare.

O governo brasileiro estuda aumentar de 5% para 10% ou mais a adição do biocombustível ao óleo diesel. Soma-se a isso a necessidade de matéria-prima para o mercado de biocombustíveis de aviação, que começa a despontar. Contudo, para que o dendê possa ganhar uma fatia maior nos gráficos que apresentam a participação das diferentes matérias-primas na fabricação de biodiesel, será preciso aumentar significativamente a produção brasileira dessa palmeira.

Atualmente, o país importa aproximadamente 60% do óleo de dendê que consome, mas não por falta de terras disponíveis parra o plantio. O zoneamento realizado pela Embrapa identificou mais de 30 milhões de hectares de terras fora de áreas protegidas que são aptas para o cultivo.

A expansão, no entanto, depende do aumento de oferta de sementes de variedades de alta qualidade genética desenvolvidas especialmente para o Brasil. 


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