A manipulação dos motores planejada pelas montadoras para que os veículos parecessem mais ecológicos pode ter causado 5 mil mortes apenas na Europa. A constatação é fruto de um estudo publicado nesta segunda-feira (18).

Os números confirmam as primeiras previsões sobre as mortes que seriam consequência do “Dieselgate”, escândalo revelado em 2015, quando a Volkswagen admitiu a manipulação dos motores. Em maio deste ano, um estudo da revista científica Nature calculou que o “excesso” de emissões poluentes dos veículos a diesel teria provocado em todo o mundo 38 mil mortes prematuras em 2015.

O novo estudo, publicado pela revista Environmental Research Letters, se concentra na incidência na Europa. O relatório, realizado por um grupo de pesquisadores da Noruega, Áustria, Suécia e Holanda, calculou que a cada ano 10 mil mortes na Europa podem ser atribuídas a micropartículas emitidas por veículos leves que funcionam a diesel. Quase metade das mortes poderiam ser evitadas, caso as emissões de óxido de nitrogênio fossem ajustadas aos testes de laboratório.

A Volkswagen admitiu o uso de softwares ilegais para que os carros apresentassem resultados com menos emissões durante os testes. Os países mais afetados são Itália, Alemanha e França, indicam os pesquisadores. Sãos os que têm maiores populações e maior taxa de carros a diesel.

Segundo os cientistas, atualmente a Europa tem quase 100 milhões de carros a diesel, o dobro que o restante dos países.

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