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Com o objetivo de consolidar sua parceria com a agricultura familiar, a Bianchini realiza periodicamente o Dia de Fábrica para a Agricultura Familiar, para que os produtores que fornecem a matéria-prima para produção de biodiesel possam conhecer o processo de fabricação do combustível renovável.

Na última sexta-feira (12), a empresa recebeu um grupo de 83 agricultores – dos municípios de Chapada, Santa Bárbara do Sul, Cruz Alta, Santo Augusto, Coronel Bicaco e Encantado – em sua unidade de Canoas-RS. Os visitantes conheceram as instalações industriais de esmagamento de soja e o processo de produção de biodiesel. Esta foi a sétima edição do dia de fábrica da Bianchini.

Devidamente orientados sobre os procedimentos de segurança e uso de EPIs, eles puderam adentrar na fábrica e conhecer todas as etapas do processo, tanto de esmagamento de soja, quanto de produção e expedição de biodiesel, além de setores adjacentes como os laboratórios de controle de qualidade, a geração de vapor, oficinas e o setor de expedição fluvial que faz o transporte de farelo de soja para o porto de Rio Grande, servindo-se da hidrovia da Lagoa dos Patos. Cada fase industrial foi explicada por um profissional da empresa responsável por aquela etapa.

Além disto, eles puderam conhecer melhor o padrão de qualidade da soja, os defeitos que podem ser reduzidos com boas práticas agrícolas e como é feita a classificação durante o recebimento.

O evento contou a presença do Coordenador Geral de Biocombustíveis da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Marco Pavarino, que elogiou a ação e afirmou que o evento é uma oportunidade única de conhecer o processo de produção em detalhes.

Segundo Pavarino, a Bianchini já há alguns anos participa dos arranjos do Selo Combustível Social e a iniciativa é importante para a inclusão da agricultura familiar, já que uma das principais diretrizes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) é a inclusão social.

Em um breve balanço dos dez anos de existência do Selo Combustível Social (SCS), Pavarino afirmou tratar-se de um programa consolidado, que deu certo. Somente em 2015, houve aquisição de 4 bilhões de reais de matérias-primas da agricultura familiar no Brasil, afirmou.

“É um programa de muitos acertos, mas alguns pontos necessitam melhorias, como a questão do desafio da diversificação de matérias-primas na agricultura familiar. Existem algumas oportunidades na região Sul, com a canola e as matérias-primas de origem animal que também podem compor o processo de produção de biodiesel”, explicou.

Para Pavarino, o desafio dos próximos dez anos é o de ampliar o número de agricultores familiares, melhorar as rotinas burocráticas para que as empresas tenham cada vez mais incentivos e promover uma diversificação mais significativa das matérias-primas na agricultura familiar.

Integração

Antin Bianchini, diretor executivo da empresa, comentou que, desde seus primórdios, a Bianchini sempre manteve relações diretas com os agricultores.

“A integração com a agricultura familiar é permanente na empresa e está na origem de suas atividades. Entendemos que o ato de abrir as portas de nossas instalações a esses agricultores, além de dar oportunidade para que presenciem as etapas da operação industrial e conheçam os subprodutos originados de sua produção no campo, permite também uma melhor integração com a equipe Bianchini, em todos seus níveis”, relatou, contando que a ação cumpre parte do propósito de capacitação estabelecido no plano do SCS.

Segundo Antin, a Bianchini vê na parceria com a Agricultura Familiar o fortalecimento de laços de aspectos sociais e econômicos, indispensáveis à caminhada futura da empresa, dentro do PNPB, como produtora e fornecedora regular de biodiesel.

“O Selo veio contribuir e justificar os esforços da sociedade em seus projetos de diversificação da matriz energética, com o uso de fontes renováveis, mesmo que parcialmente, e certamente acompanhará a evolução do PNPB, fazendo os ajustes que se apresentarem necessários à garantia da continuidade desse processo, propiciando o equilíbrio de benefícios e esforços entre os diversos agentes do Programa, sem onerar excessivamente o consumidor e a sociedade”, afirmou.

O SCS compensa os eventuais desequilíbrios econômicos, com repasses financeiros, incrementados a cada ano, a milhares de agricultores familiares, além de propiciar capacitação e assistência técnica permanentes.

Para Paulo Rigodanzo Neto, presidente do sindicato dos Trabalhadores Rurais de Coronel Bicaco, o evento é uma oportunidade do agricultor buscar conhecimento. “O agricultor produz mais sabendo que tem uma empresa do lado que dá suporte não apenas na compra e no preço, mas também o incentivando a produzir cada vez mais e melhor”, comentou.

O agricultor familiar Ileu Strada, do município de Santo Augusto, é cliente da Bianchini há quatro anos e parabenizou a empresa. Strada ressaltou a questão da qualidade da soja, afirmando que o agricultor tem um sistema de trabalhar, de manter o produto limpo e que isto é bom para o agricultor, pois não vai ter desconto e melhor ainda para a empresa. Para Strada, “todo colono devia ter uma experiência como esta para fazer uma comparação, para ver o que é o produto que ele entrega lá (na sua propriedade) e o que sai aqui (da indústria)”.

Ao fim, após um pequeno debate sobre questões e dúvidas levantadas pelos convidados, o evento foi finalizado com um almoço.

Este foi o sétimo dia de fábrica para a agricultura familiar promovido pela empresa. O objetivo é que o agricultor conheça um pouco mais do caminho que a soja percorre depois de sair de sua propriedade. Além disto, o dia de fábrica busca consolidar a parceria com os agricultores – e nada mais adequado do que recebê-los em “casa”. Esta ação faz parte das iniciativas da empresa no âmbito do Selo Combustível Social.