Com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico, workshop vai discutir oportunidades de negócios e os impactos da nova Lei do Biodiesel, que aumenta o percentual de biocombustível no diesel usado em veículos

Representantes do governo e pesquisadores se reúnem de 11 a 13 de julho, em Florianópolis (SC), no 1º Workshop da RBiocomb, a rede de biocombustíveis do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). O evento tem o objetivo de identificar oportunidades de negócio e inovações no setor e discutir os impactos da nova Lei do Biodiesel, sancionada em março. Participam da abertura do workshop o secretário em exercício de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação e coordenador-geral de Serviços Tecnológicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Jorge Campagnolo, e o coordenador da RBiocomb, Eduardo Cavalcanti.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente pelo site www.rbiocomb.com.br. O evento é promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC e pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT).

O coordenador de Ações de Desenvolvimento Energético do MCTIC, Rafael Menezes, destaca que a pasta teve papel importante no desenvolvimento da matriz de biodiesel no país. “A Setec tem uma atuação forte no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). Há 11 anos nós não tínhamos laboratórios capacitados ou uma rede de pesquisa consolidada nessa área. Hoje nós capacitamos e certificamos os laboratórios, soltamos várias chamadas públicas em encomendas para resolver os principais gargalos tecnológicos do setor e investimos cerca de R$ 200 milhões em projetos específicos na cadeia de produção do biodiesel”, ressalta.

Lei do Biodiesel

A nova Lei do Biodiesel estabelece um aumento na porcentagem de adição desse combustível ao diesel fóssil usado em veículos motores. O atual índice de 7% na mistura será aumentado para 8% em 2017 e sobe um ponto percentual a cada ano até alcançar 10% em 2019. A lei também prevê que o aumento pode chegar a 15% mediante a realização de testes.

O coordenador do RBiocomb, Eduardo Cavalcanti, elenca as vantagens do biodiesel, como a menor emissão de gases do efeito estufa, a produção inteiramente no Brasil e o aproveitamento de subprodutos da cultura da soja e da gordura animal. Para ele, a lei abre novas oportunidades de negócio.

“A Lei 13.263 define uma plataforma de futuro para o mercado de biodiesel. Os produtores sabem que terão que se preparar para ofertar uma porcentagem maior, então vão precisar investir em tecnologia e inovação, o que envolve também os laboratórios e as distribuidoras”, afirma.

Sibratec

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) é um programa destinado a apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento em consonância com as prioridades das políticas industrial, tecnológica e de comércio exterior. O objetivo é aumentar a inovação e a produtividade das empresas nacionais. Já a RBiocomb faz parte da rede de Serviços Tecnológicos do Sibratec e apoia o setor produtivo e usuário de biocombustíveis como o etanol e o biodiesel. A entidade promove mecanismos de garantia de qualidade e confiabilidade metrológica e de certificação dos produtos a fim de superar barreiras tecnológicas e aumentar a competitividade de fabricantes e consumidores desses combustíveis.

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