A sociedade é altamente dependente de recursos não renováveis, como o petróleo, que, além de ser poluente e contribuir com o aquecimento global, é uma fonte esgotável. Pensando nisso, é importante o desenvolver alternativas renováveis e sustentáveis.

Para o Clube de Biologia Sintética da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (CBSin EEL/USP), uma alternativa muito interessante para substituir os combustíveis derivados do petróleo é o biodiesel.

“O Brasil é um país promissor, com potencial para se tornar um líder mundial no desenvolvimento dessa tecnologia, mas ainda precisamos de investimentos para que aconteça uma mudança brusca no mercado, afinal, é muito mais fácil continuar dependente da indústria petrolífera, que já está consolidada”, comenta o estudante André Hermann, presidente do CBSin.

O grupo está desenvolvendo o projeto E. cOIL, que consiste na produção de biodiesel a partir da modificação da bactéria Escherichia coli. O objetivo é gerar um combustível com as mesmas propriedades do diesel produzido a partir do petróleo, mas sem os danos ao meio ambiente.

“Produzindo um biodiesel com estas características, será possível utilizá-lo diretamente em processos que já utilizam o diesel convencional sem que haja nenhuma mudança na estrutura original dos motores”, explica Hermann.

O projeto pode representar o Brasil em uma competição internacional que acontece em Boston, nos Estados Unidos, em outubro. A equipe do CBSin, composta por oito estudantes, está buscando patrocínios para poder apresentar o projeto no iGEM (Genetically Engineered Machines Competition), uma competição de projetos de biologia sintética que incentiva o desenvolvimento de pesquisas inovadoras para solucionar problemas relevantes em diversas áreas, como saúde, energia, produção de alimentos, entre outros.

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