Em entrevista à jornalista Rejane Limaverde da Rede EBC, o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, fala sobre os impactos da ampliação do uso de biodiesel na saúde e na qualidade de vida da população

Estudo divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde revela: a poluição da atmosfera está causando mortes e doenças que custam ao continente europeu o valor extraordinário de US$ 1,6 trilhão, o que equivale a quase uma décima parte do produto interno bruto da região. Em todo o mundo, já são mais de 3 milhões de mortes por ano causadas pela poluição do ar.

O grave problema das emissões de gases de efeito estufa é, por sinal, a mais importante pauta da Conferência do Clima, que será realizada em Paris, entre 30 de novembro e 15 de dezembro próximos. Um dos objetivos dessa conferência é firmar o compromisso entre as nações participantes de limitar o aquecimento global em até 2 graus centígrados, no esforço para evitar uma tragédia climática anunciada.

E aqui no Brasil, o que podemos fazer para melhorar a qualidade do ar que respiramos? Para o diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, o aumento da adição de biodiesel ao diesel fóssil representa a redução de toneladas de emissões de gases de efeito estufa em nossa atmosfera.

“Além da mistura obrigatória, a Ubrabio defende a implementação imediata [do B20 Metropolitano], nas 40 maiores cidades do Brasil. São cidades acima de 500 mil habitantes, em que o transporte coletivo urbano, que são concessões públicas que deveriam estar cuidando da saúde pública, prestando um serviço não só de transporte, mas um serviço social, ambiental à sociedade. [Estas cidades] deveriam, imediatamente, estar utilizando uma mistura maior de biodiesel, eliminando, ou reduzindo, diversos problemas ligados à saúde pública, que são as doenças pulmonares que afastam o cidadão do trabalho, que causam internações e mortes, e que causam um prejuízo impagável”.

Confira a reportagem na íntegra:


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