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O uso de 20% de biodiesel (B20) no transporte coletivo das regiões metropolitanas e o aumento de mistura obrigatória desse componente no diesel são duas das principais bandeiras da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio) lançada nesta quinta-feira (28), na Câmara dos Deputados. O evento contou com a presença de senadores e deputados, além de representantes das entidades do setor.

“É impossível pensar a dependência estrita dos combustíveis fósseis no longo prazo. Queremos B8, queremos o B20 Metropolitano e, mais do que isso, queremos previsibilidade para o setor”, afirmou o presidente da Frente, deputado federal Evandro Gussi (PV-SP).

Atualmente, todo o diesel fóssil comercializado no país contem a mistura de 7% de biodiesel (B7), combustível renovável isento de enxofre.

A proposta de uso da mistura de 20% de biodiesel no diesel que abastece o transporte metropolitano, também conhecida como B20 Metropolitano, vem sendo incentivada pela Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) desde sua fundação, em 2007. Na última semana, a entidade promoveu, em parceria com a Embrapa Agroenergia e apoio da FrenteBio e do Banco de Brasília – BRB, seminário voltado para os gestores das 40 maiores cidades brasileiras, com o objetivo de acelerar a adoção do B20.

“O biodiesel é um forte vetor nacional na transição para o desenvolvimento de baixo carbono. Um dos mercados que a gente entende que tem que ser agregado imediatamente ao da mistura obrigatória é o B20 Metropolitano, que capta, além dos benefícios ambientais, os benefícios de saúde da população das grandes cidades.”, explica Juan Diego Ferrés, presidente do Conselho Superior da Ubrabio.

Para Gussi, o biodiesel, que é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais, pode representar uma alternativa econômico-industrial para o agronegócio e uma grande oportunidade para a agricultura familiar, mas para isso é necessário garantir a previsibilidade mercado. Ele defendeu o estabelecimento de um marco regulatório para o setor.

O secretário-geral da Frente, o senador Donizeti Nogueira (PT-TO), lembrou que o setor ganhou importância desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), em 2004 e defendeu novos avanços. “Temos que melhorar a qualidade do ar que respiramos. Esse setor tem muito a contribuir”, ressaltou o senador.

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