No primeiro dia da Conferência BiodieselBr, vice-presidente da Ubrabio destaca a necessidade de previsibilidade para o setor de biodiesel. O uso do B20 Metropolitano e as metas para redução da emissão de poluentes apresentadas essa semana pela ONU também estiveram em pauta.

O painel “Estabelecendo um novo horizonte para o biodiesel no Brasil” marcou a abertura da Conferência BiodieselBR 2014, que teve início nesta quarta-feira (5), em São Paulo. O vice-presidente técnico da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene), Marcos Boff, participou do diálogo e apresentou as propostas da entidade para consolidar a participação do biodiesel na matriz energética brasileira.

Com a palestra “As demandas do setor produtivo para os próximos anos”, Boff destacou a necessidade de previsibilidade para o setor, de modo a fundamentar o planejamento de investimentos, além de apresentar um panorama da evolução do mercado de biodiesel.

Outro destaque da palestra foi a proposta do B20 Metropolitano, projeto que é defendido pela Ubrabio desde 2007. A proposta é que as cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes – aglomerados que sofrem mais intensamente com a poluição atmosférica –, adotem a utilização do B20 (mistura de 20% de biodiesel ao diesel fóssil) no transporte coletivo urbano.

De acordo com o vice-presidente da Ubrabio, a adoção do B20 Metropolitano nessas cidades representa uma queda de 15% nas emissões de gases do efeito estufa, o que equivaleria a quase 150 milhões de árvores plantadas ao ano.

Boff apresentou dados recentes do 5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, da sigla em inglês), que definiu dois grandes objetivos até o final do século: a redução das emissões poluentes entre 40% e 70% até 2050 e a zero até 2100. Duas metas que deverão servir de base às discussões da Convenção para as Mudanças Climáticas, em dezembro de 2014, em Lima, e no próximo ano, em Paris.

“O relatório mostra a necessidade do crescimento sustentável com a transição para uma economia baixo carbono”, destacou.

Também participaram do painel o assessor na área de Energia e Biocombustíveis da Casa Civil da Presidência da República, José Honório Accarini, o diretor do Sindicom, Luciano Libório e o gerente de marketing da Basf, Pedro Blanco. Acarini destacou a necessidade de um marco regulatório que dê previsibilidade para o setor e a importância do biodiesel para o país. “Este é um setor interessante porque concilia três questões importantes: social, energia e sustentabilidade”,ressaltou o representante da Casa Civil.


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