Odacir Klein, presidente da Ubrabio, sobre a indecisão do governo quanto a aprovação do novo Marco Regulatório do biodiesel.

Nesta sexta-feira (14), o Jornal do Comércio publicou uma nota sobre a indecisão do Ministério da Fazenda quanto ao aumento da mistura de biodiesel no óleo diesel, de 5% para 6% e 7%, destacando que a aprovação é importante para o País e também para o Rio Grande do Sul, pois o estado já consome 6% de biodiesel e é responsável por 30% do fornecimento nacional.

A informação é do presidente da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) e também presidente da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, Odacir Klein. Ele esteve reunido com o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, em Porto Alegre, e de acordo com a publicação, “ambos demonstraram a importância da evolução do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB)”.

“Não é possível que não haja o imediato aumento da mistura obrigatória sobre o simples argumento de que está sendo analisado o reflexo inflacionário e no orçamento, porque os estudos mostram que se houver algum reflexo é mínimo, mas que as externalidades são muito fortes e favoráveis”, afirma o presidente da Ubrabio.

Segundo Odacir, um dado importante é que a Petrobras está trabalhando no limite da sua capacidade, o que geraria insegurança e porventura acidentes, além problemas de produção e abastecimento. “A importação ainda é muito grande, no mesmo momento em que há 60% da capacidade ociosa na indústria de biodiesel. Produzir biodiesel internamente ajuda a ter reflexos positivos no PIB. Com isso haverá a diminuição do volume das importações e a Petrobras não trabalhará no limite”, explica.

O presidente da Ubrabio afirma: “A Fazenda não está analisando da ótica ambiental, da saúde pública, da geração de empregos e aumento do PIB, mas da ótica inflacionária com um exame que está sendo protelado”, conclui.

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