Nos dias 29 e 30 de novembro, Brasília recebe o II Congresso Brasileiro de Pesquisa em Pinhão-manso, que mostrará os avanços dos últimos dois anos de estudos sobre o cultivo da oleaginosa e sua utilização na produção de biocombustíveis. O evento é promovido pela Embrapa Agroenergia e a Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão-Manso (ABPPM), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Durante o encontro, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), de universidades e de diversas unidades da Embrapa falarão sobre os trabalhos que estão desenvolvendo para viabilizar a fabricação de biocombustíveis a partir do pinhão-manso, uma das espécies com maior potencial para obtenção de óleo para biodiesel. O Congresso contará também com a participação de especialistas estrangeiros, que apresentarão os resultados obtidos com a cultura em países como Estados Unidos, México, Colômbia e Holanda.

O cenário previsto para produção de pinhão-manso no Brasil oferece boas perspectivas, como explica o vice-presidente da ABPPM, Mike Lu, responsável pelo projeto de produção de bioquerosene da Associação. “O II Congresso de Pesquisa em Pinhão-manso é de extrema importância para nós porque apresentará resultados de dois anos de pesquisa para atender à demanda dos produtores por material adequado ao plantio”, destaca. A intenção é aproveitar da melhor forma possível o potencial do pinhão-manso como matéria-prima para produção de biocombustíveis e as pesquisas da Embrapa Agroenergia em parceria com a ABPPM, são fundamentais para o alcance desse objetivo.

A realização deste II Congresso é um importante passo no sentido de tornar viável e sustentável a produção de pinhão-manso, para transformação em biodiesel e bioquerosene no Brasil. Segundo Mike Lu, há uma demanda crescente por esse segundo biocombustível na aviação comercial. Mas, para atender a esse mercado, a produção de pinhão-manso que hoje ocupa 25 mil hectares no país, precisaria chegar a pelo menos 1 milhão de hectares. Lu adianta ainda que a meta é tornar o Brasil o principal produtor de pinhão-manso no mundo. Os resultados das pesquisas que serão apresentados no II Congresso são fundamentais para o avanço do conhecimento e para a transformação deste em produtos comerciais.

A programação do II Congresso de Pesquisa de Pinhão-manso está disponível no site www.cbppm.com.br, onde também é possível fazer a inscrição no evento.

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