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Nesta sexta-feira (11) no anfiteatro da unidade VII da UFMS acontece um workshop sobre o futuro do biodiesel no Mato Grosso do Sul. A programação começa às 7h30min para credenciamento e vai até 12h com cinco palestrantes.

Às 8h começa a palestra da pesquisadora Heloísa Mattana, reconhecida como uma das maiores conhecedoras sobre dados técnicos da produção de oleaginosas e irá falar essencialmente sobre o potencial do pinhão-manso e da bocaiúva para o Mato Grosso do Sul.

O workshop segue às 9h com professor Sergio Pacca, que é doutor em Meio-Ambiente e Sustentabilidade e vai falar sobre a interação do biodiesel com essas questões, assim como a necessidade pelo selo social e dissertar sobre o tão sonhado crédito de carbono.

O ex-diretor da Embrapa, pesquisador Décio Gazzoni, fala às 10h sobre caminhos para buscar o desenvolvimento sustentado e sustentável da produção de biodiesel, desde o plantio, passando pelo processamento químico – produção industrial, e terminando no consumo final.

A penúltima palestra, às 11h é com o Engenheiro Agrônomo João Pedro Cuthi Dias, conhecedor do mercado agrícola nacional, especialmente do Mato Grosso do Sul, onde reside, e vai falar sobre a situação atual de produção de biodiesel no Estado, das usinas instaladas e a serem instaladas, do potencial existente mas latente e do que efetivamente tem sido aproveitado até o momento.

Então, para encerrar, às 11h30min, o professor da UFMS Flavio Aristone, membro da ONG sobre desenvolvimento sustentável APREIS (www.apries.org), irá mostrar um plano piloto modelo para consórcio de produção de oleaginosas aplicável à pequenas propriedades rurais, que serve para recuperar áreas degradadas e também produzir óleo vegetal destinado à indústrias de biodiesel, formando um ciclo sustentável completo que busca a geração de trabalho e renda. Os resultados são bastante interessantes e mostram que o caminho correto a percorrer para conseguir fazer com que o pequeno produtor se torne membro efetivo da toda a cadeia de produção de biodiesel.

Programa nacional

O Programa Nacional do Biodiesel nasceu com a idéia de inserir o pequeno produtor rural na cadeia de produção do biodiesel, no entanto, passados 5 anos dessa primeira fase, até hoje a participação de pequenos produtores de forma ativa e mesmo passiva no total do biodiesel produzido no Brasil é praticamente nula.

Outro fato marcante, 85% do biodiesel hoje produzido provém de óleo de soja, 12% de sebo animal e somente 3% de outras oleaginosas.  Some-se a esses números a enorme quantidade de terra que pode ser considerada de pasto degradado no Brasil, somente em Mato Grosso do Sul algumas estimativas apontam para 10 milhões de hectares, e chega-se ao resultado final atual: o Programa Nacional de Biodiesel ainda não decolou como se previa, como é possível imaginar que deva acontecer.

LAíS CAMARGO