Biodiesel, Agricultura Familiar e Produção de Alimentos” é o tema da primeira reunião internacional promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). O encontro, que vai discutir, entre outros temas, a cadeia de produção de Biodiesel no Brasil, a visão da FAO sobre bioenergia e segurança alimentar, além dos biocombustíveis na América Latina, acontecerá a partir desta quinta-feira (25/05), na cidade mineira de Viçosa.

A União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) vai participar do evento com uma palestra ministrada pelo representante da empresa associada Fiagril, Miguel Vaz Ribeiro, que vai discutir a produção de Biodiesel no Brasil e a visão dos produtores sobre o setor. A entidade será representada ainda pelo seu diretor-executivo, Sérgio Beltrão.

O evento acontece num importante momento para o setor de Biodiesel, já que na semana passada a FAO defendeu os investimentos em biocombustíveis, acabando de vez com equivocadas preocupações de que o Biodiesel poderia competir com a produção de alimentos. Segundo a organização, os combustíveis ecologicamente corretos podem ajudar a aumentar a segurança alimentar nos países de economia agrícola, estimulando a criação de empregos e aumentando a renda das famílias de agricultores.

Além disso, a parte do grão utilizada para produção do Biodiesel, o óleo, resulta do esmagamento dessas oleaginosas, entre elas a soja, gerando como um subproduto a proteína. Usada como ração animal, a proteína (farelo de soja) volta ao consumo humano em forma de carnes, ovos e laticínios. Pode ainda ser utilizada diretamente na alimentação das pessoas, pois é a única fonte de origem vegetal nutricionalmente completa. Cada litro de óleo produzido resulta em quatro vezes mais proteína destinada à alimentação.

Comprovadamente capaz de reduzir a emissão de poluentes e movimentar vários setores da economia, o setor de Biodiesel trabalha com um elevado índice de ociosidade devido à falta de uma legislação específica que aumente o percentual de Biodiesel a ser adicionado ao diesel convencional nos postos de combustíveis, hoje fixado em apenas 5%. Com isso, a indústria produz apenas 47% da sua capacidade total instalada, o que acaba por gerar incontáveis perdas ao Brasil.

O evento, que contará com os principais representantes do setor, vai até a próxima sexta-feira (27/05), no espaço Fernando Sabino, no campus da UFV.

Mais informações:

Assessoria de Comunicação Social

União Brasileira do Biodiesel – Ubrabio

(61) 2104-4412.

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