Encontro conduzido por Renato Dutra, secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (MME), com representantes da Ubrabio, da Frente Parlamentar do Biodiesel e da área técnica do ministério reforça o papel do biodiesel diante da conjuntura internacional e dos debates sobre o avanço da mistura no Brasil.

Na última quarta-feira, 4 de março, o secretário do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, recebeu o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, e o deputado federal Alceu Moreira, presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, para uma reunião dedicada a temas centrais para o setor. Também participou do encontro o diretor executivo da Ubrabio, Sergio Beltrão, em uma agenda voltada ao aumento da mistura, à conjuntura dos biocombustíveis e aos desdobramentos do cenário internacional sobre o mercado brasileiro.

A reunião ocorreu em um momento em que os acontecimentos no exterior voltam a pressionar o debate sobre abastecimento, preços de combustíveis e capacidade de resposta dos países diante de instabilidades globais. Nesse contexto, o biodiesel se destaca como uma alternativa de produção nacional, com presença consolidada na matriz energética brasileira e capacidade de contribuir para maior segurança no suprimento, menor exposição externa e avanço da descarbonização no transporte.

Também estiveram presentes Lorena Mendes de Souza, coordenadora-geral de Biodiesel e Outros Biocombustíveis, e Marlon Arraes Jardim Leal, diretor do Departamento de Biocombustíveis, o que reforçou o peso técnico e institucional da agenda. O encontro colocou em pauta não apenas o presente do setor, mas os próximos passos para assegurar previsibilidade regulatória, ambiente favorável à produção e continuidade de uma política pública que tem impacto direto sobre a economia, a indústria e o campo.

Para a Ubrabio, a reunião reafirma a importância de manter o diálogo entre governo, Parlamento e setor produtivo em torno de uma agenda que ganhou ainda mais relevância diante das incertezas internacionais. Em um cenário em que energia, competitividade e resiliência passaram a ocupar posição central nas decisões dos países, o biodiesel se consolida como uma resposta concreta do Brasil, com capacidade instalada, know-how acumulado e papel crescente na construção de uma matriz mais robusta e eficiente.