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O planeta atingiu seu nível mais crítico de concentração de poluentes na atmosfera. É isso que indica um levantamento feito pelo Observatório Mauna Loa, localizado no Havaí. A concentração de dióxido de carbono (CO2) hoje na atmosfera é de 415 miligramas por litro (mg/L). O número representa a maior concentração do composto químico na Terra desde os primeiros registros de existência humana no planeta. A emissão de CO2 está relacionada à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento.

Essa pesquisa vem sendo feita, diariamente, pelo Instituto de Oceanografia Scripps desde 1958, em conjunto com os cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional. O meteorologista Eric Houthaus, afirmou em seu perfil no Twitter que é a primeira vez na história humana que a atmosfera do nosso planeta teve mais do que 415 mg/L de CO2.

O gráfico abaixo, divulgado pelo Instituto, demonstra os níveis de concentração do dióxido na atmosfera em partes por milhão desde mais de 800 mil anos atrás.

Gráfico de concentração de CO2

O número mais alto, até então, tinha sido algo entre 310 e 400 mg/L – 300 mil anos atrás, durante a era geológica Piloceno. Nesse período, o território Ártico era repleto de árvores, e as temperaturas de verão no norte alcançavam cerca de 15°C. Os níveis do mar chegavam a alcançar 25 metros mais do que alcançam hoje.

O impacto negativo na atmosfera
Segundo estudos científicos sobre meio ambiente, o aumento de apenas 2 graus na temperatura pode causar 25% mais dias quentes e ondas de calor.

Se isso realmente acontecer, 37% da população estará exposta aos problemas desse aquecimento, sendo que 388 milhões passarão por escassez de água e 194.5 milhões sofrerão com secas intensas. Além disso, 27% do planeta estará sob risco de contaminação por doenças disseminadas por mosquitos, como malária.

Um artigo publicado pela Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos afirmou que, se a temperatura terrestre chegar a 4°C acima dos níveis industriais, várias áreas do planeta se tornarão inabitáveis. As ações para a inversão do cenário estão começando a serem tomadas, mas o tempo é curto: segundo especialistas, temos cerca de 12 anos para diminuir os níveis de concentração de poluentes na atmosfera.

Fonte: Exame