Segundo um novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), os Estados Unidos gastaram mais subsidiando combustíveis fósseis nos últimos anos do que com defesa nacional. Segundo o texto, os subsídios diretos e indiretos dados ao carvão, petróleo e gás nos EUA chegaram a US$ 649 bilhões em 2015. No mesmo ano, os gastos com o Pentágono foram de US$ 599 bilhões.

O estudo define “subsídio” de forma ampla, como muitos economistas fazem. Entram na conta as “diferenças entre os preços reais dos combustíveis e quanto os consumidores pagariam caso os preços refletissem os custos de suprimento acrescidos dos impostos necessários para fazer frente aos custos ambientais” além de outros danos como as mortes prematuras causadas pela poluição do ar.

Esses subsídios são amplamente invisíveis ao público e não aparecem nos orçamentos nacionais. Contudo, de acordo com o FMI, o mundo gastou US$ 4,7 trilhões – cerca de 6,3% do PIB global – em 2015 para subsidiar o uso de combustíveis fósseis. A estimativa é que em 2017 o valor tenha subido para US$ 5,2 trilhões.

A China, cuja economia é altamente dependente do carvão e tem problemas severos com a poluição do ar, foi a responsável pela maior parcela – US$ 1,4 trilhão em 2015. Os Estados Unidos ficaram em segundo no ranking global.

O custo humano, ambiental e econômico desses subsídios é chocante. Os autores estimaram que, se os combustíveis fósseis estivessem devidamente precificados, as emissões globais de carbono teriam sido 28% menores. Mortes relacionadas à poluição atmosférica teriam caído quase pela metade.

Para os Estados Unidos, os subsídios de US$ 649 bilhões excedem até a valor extravagante gasto com defesa. Para dar um sentido de escala, os gastos com o Pentágono corresponderam a 54% do orçamento federal discricionário em 2015. Em comparação, outra parte importante, embora menos generosamente financiada, parte do orçamento federal – a educação – recebeu do Congresso cerca de um décimo do gasto com subsídios.

Em escala individual, cada homem, mulher e criança dos Estados Unidos gasta US$ 2.028 por ano para subsidiar energia fóssil.

Empresas de petróleo, gás e carvão – e seus aliados no governo – argumentam que obrigar os consumidores a pagarem pelos impactos totais dos combustíveis fosseis afetaria a economia. Os técnicos do FMI rejeitam essa ideia, revelando que o mundo, de fato, seria mais próspero. O estudo conclui que a eliminação dos subsídios aos fósseis teria produzido ganhos ao bem-estar econômico mundial “superiores a US$ 1,3 trilhão, ou 1,7% do PIB global” em 2015. Os ganhos são calculados levando em conta “os benefícios gerados pela redução dos danos ambientais e da renda mais elevada, subtraídos das perdas dos consumidores com os preços mais elevados da energia”.

Na abertura do encontro do FMI em abril, a diretora-gerente da organização, Christine Lagarde, discorreu a respeito dos benefícios de precificar adequadamente os combustíveis fósseis. “Os números são bem desconcertantes”, disse ao se referir aos ganhos possíveis tanto em termos “fiscais, mas também em termos de vida humana caso os preços das emissões de carbono tivessem sido adequados em 2015”.

Lagarde propagandeou os benefícios que a humanidade teria em reduzir essa conta. “Haveria mais recursos públicos disponíveis para construir hospitais, estradas e escolas além de apoiar a educação e saúde para todos”, afirmou. Para ela e o FMI, a conclusão é óbvia: “Acreditamos que eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis vai na direção correta”.

O montante calculado equivaleu a 6,3% do PIB mundial daquele ano

Segundo um novo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), os Estados Unidos gastaram mais subsidiando combustíveis fósseis nos últimos anos do que com defesa nacional. Segundo o texto, os subsídios diretos e indiretos dados ao carvão, petróleo e gás nos EUA chegaram a US$ 649 bilhões em 2015. No mesmo ano, os gastos com o Pentágono foram de US$ 599 bilhões.

O estudo define “subsídio” de forma ampla, como muitos economistas fazem. Entram na conta as “diferenças entre os preços reais dos combustíveis e quanto os consumidores pagariam caso os preços refletissem os custos de suprimento acrescidos dos impostos necessários para fazer frente aos custos ambientais” além de outros danos como as mortes prematuras causadas pela poluição do ar.

Esses subsídios são amplamente invisíveis ao público e não aparecem nos orçamentos nacionais. Contudo, de acordo com o FMI, o mundo gastou US$ 4,7 trilhões – cerca de 6,3% do PIB global – em 2015 para subsidiar o uso de combustíveis fósseis. A estimativa é que em 2017 o valor tenha subido para US$ 5,2 trilhões.

A China, cuja economia é altamente dependente do carvão e tem problemas severos com a poluição do ar, foi a responsável pela maior parcela – US$ 1,4 trilhão em 2015. Os Estados Unidos ficaram em segundo no ranking global.

O custo humano, ambiental e econômico desses subsídios é chocante. Os autores estimaram que, se os combustíveis fósseis estivessem devidamente precificados, as emissões globais de carbono teriam sido 28% menores. Mortes relacionadas à poluição atmosférica teriam caído quase pela metade.

Para os Estados Unidos, os subsídios de US$ 649 bilhões excedem até a valor extravagante gasto com defesa. Para dar um sentido de escala, os gastos com o Pentágono corresponderam a 54% do orçamento federal discricionário em 2015. Em comparação, outra parte importante, embora menos generosamente financiada, parte do orçamento federal – a educação – recebeu do Congresso cerca de um décimo do gasto com subsídios.

Em escala individual, cada homem, mulher e criança dos Estados Unidos gasta US$ 2.028 por ano para subsidiar energia fóssil.

Empresas de petróleo, gás e carvão – e seus aliados no governo – argumentam que obrigar os consumidores a pagarem pelos impactos totais dos combustíveis fosseis afetaria a economia. Os técnicos do FMI rejeitam essa ideia, revelando que o mundo, de fato, seria mais próspero. O estudo conclui que a eliminação dos subsídios aos fósseis teria produzido ganhos ao bem-estar econômico mundial “superiores a US$ 1,3 trilhão, ou 1,7% do PIB global” em 2015. Os ganhos são calculados levando em conta “os benefícios gerados pela redução dos danos ambientais e da renda mais elevada, subtraídos das perdas dos consumidores com os preços mais elevados da energia”.

Na abertura do encontro do FMI em abril, a diretora-gerente da organização, Christine Lagarde, discorreu a respeito dos benefícios de precificar adequadamente os combustíveis fósseis. “Os números são bem desconcertantes”, disse ao se referir aos ganhos possíveis tanto em termos “fiscais, mas também em termos de vida humana caso os preços das emissões de carbono tivessem sido adequados em 2015”.

Lagarde propagandeou os benefícios que a humanidade teria em reduzir essa conta. “Haveria mais recursos públicos disponíveis para construir hospitais, estradas e escolas além de apoiar a educação e saúde para todos”, afirmou. Para ela e o FMI, a conclusão é óbvia: “Acreditamos que eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis vai na direção correta”.

Fonte:

Tim Dickinson – Rolling Stone
Com tradução e adaptação BiodieselBR.com

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