imprimir

A crise deflagrada em maio pela paralisação dos caminhoneiros evidenciou um problema latente no Brasil: a extrema dependência do diesel e a urgência de alternativas que ampliem o poder de decisão do consumidor.

Considerando a importância do tema, a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) participou, nesta quarta-feira (08/08), de reunião no Ministério de Minas e Energia para discutir a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel – que hoje é de 10% – para 11% em março do ano que vem.

“Essa substituição do uso de parcela do diesel fóssil por um combustível sustentável vem produzindo uma série de externalidades positivas, sociais e ambientais”, destaca documento enviado pela Ubrabio ao ministro Moreira Franco no final de julho. Segundo a Ubrabio, o aumento de 1 ponto percentual ao ano da mistura obrigatória “com previsibilidade, estimulará investimentos, ajudará a impulsionar toda a cadeia produtiva (…) [funcionando como] estímulo frente ao cenário econômico atual de incertezas e baixo crescimento”, acrescenta.

Cada litro de biodiesel consumido no País significa um litro de diesel que deixa de ser necessário – reduzindo, assim, as emissões de poluentes e a importação de combustível fóssil.

A legislação atual (Lei 13.263/2016) autoriza o Conselho Nacional de Política Energética a elevar em até 15% a mistura de biodiesel ao diesel comercializado em todo o território nacional.

Para a Ubrabio, a ampliação do uso de combustível renovável representa uma janela de oportunidade para o Brasil, já que todo veículo a diesel pode utilizar o biocombustível sem a necessidade de alteração nos motores.

“Além disso, temos infraestrutura logística para garantir o abastecimento em todas as regiões, já que a produção de biodiesel é descentralizada e interiorizada, ao contrário do diesel. Outra vantagem é que o biodiesel, nos últimos anos, passou a ser mais barato que o combustível fóssil”, explica Donizete Tokarski, diretor superintendente da Ubrabio.

Clique aqui para ver o ofício encaminhado ao ministro Moreira Franco

Saiba mais sobre o biodiesel: